Edézio Valle


A você leitor (a) que prestigia as notícias e matérias aqui no Jornal Regional Notícias e Jornal Regional Diário, ficando muito bem informado (a), meus sinceros agradecimentos.
Apresento para você, o conteúdo integral de um documento que considero muito importante, o qual nos leva a uma reflexão sobre o Brasil dos dias atuais, conforme segue: 


O Brasil está em crise ou o Brasil é uma crise permanente?

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) está preocupado com: o aprofundamento da violência; o racismo religioso que se materializa na intolerância religiosa; as ameaças à soberania nacional; a expansão da mineração em reservas indígenas e áreas de proteção; a desconfiguração das políticas de proteção ambiental; a liberação exacerbada de agrotóxicos; a violação de direitos; as prisões políticas; as privatizações de setores estratégicos; o aumento do desemprego; a precarização das relações de trabalho aprofundadas a partir da Reforma Trabalhista; o desmonte de políticas educacionais, em especial, no ensino superior; as intimidações e perseguições de profissionais da saúde e da educação; mudanças no sistema previdenciário que afetam as populações mais vulneráveis; as invasões a territórios indígenas; as agressões contra camponeses e camponesas sem-terra; os sinais evidentes de violação da Constituição, do Código da Magistratura e da Lei Penal; a mudança na Comissão Nacional da Verdade e o total desrespeito à memória das pessoas mortas e desaparecidas...
Somam-se a isso declarações públicas dos mandatários do país que destoam de todo bom senso, deixando perplexos políticos das mais diferentes linhas ideológicas. No âmbito internacional, o cenário também não é diferente: temos um Brasil que perde credibilidade dia após dia, em especial por causa do ataque ao saber histórico-científico que colocam em xeque, por exemplo, a questão do aquecimento global.

História

É possível que o Brasil nunca tenha sido confrontado tanto com as mazelas que persistem ao longo de sua história: escravização dos povos indígenas e africanos, autoritarismo, colonialismo, violência social e religiosa. Historicamente, iniciativas de avanço civilizatório são sistematicamente bloqueadas, entre elas, a inclusão e bem-estar social, a participação democrática, as relações entre capital e trabalho, o acesso universal aos bens públicos de habitação, transporte, educação e saúde. Soma-se a isso sistemática destruição da memória nacional, impedindo reparações às vítimas da escravidão e das ditaduras.

Religião

Tal crise afeta também a religião, em especial, o cristianismo, que tem sido instrumentalizado para justificar e legitimar a violência, o racismo, a misoginia, a intolerância... o mesmo cristianismo que tem sido utilizado para legitimar o capitalismo em seu viés mais cruel e nada humanizado.

Por anos, a teologia ecumênica latino-americana proclamou o compromisso e o testemunho públicos de fé em favor de transformações estruturais de nosso continente, caracterizado por diversos tipos de desigualdades. Esta teologia provocou as Igrejas a viverem a sua responsabilidade social e, por isso, sofreu perseguições e foi sistematicamente silenciada.

No entanto, não se fazem perguntas e nem questionamentos às teologias subordinadas à lógica do mercado que proclamam e vociferam moralismos e exclusivismos religiosos, que aceitam estabelecer relações pouco evangélicas com a política representativa e, ao mesmo tempo, aprisionar a fé em Jesus Cristo em jaulas de ouro, abstendo-se em denunciar os rostos atuais do Cristo crucificado, revelados na terra ferida, na violência da especulação financeira, na ausência de direitos.

Esperançar

Enquanto cristãos e cristãs, temos o compromisso de não perder a esperança! Não podemos tolerar que nossos cultos sejam articulados para sustentar políticas contrárias aos direitos humanos. Deus não suporta “maldade com festa religiosa” (Is 1:13).

Rogamos a Deus por sabedoria, bom senso e capacidade de compaixão e diálogo, afinal, no Brasil que queremos, todos e todas poderão, com liberdade e respeito às diferenças, trabalhar por uma sociedade mais justa. #VamosEsperançar
Edézio Luiz Valle 
. Graduado em Direito pela UENP;
. Graduado em Pedagogia pela UEPG – Universidade Estadual de Ponta Grossa. 
. Especialista em Formação Política para Cristãos, pela PUC do Rio de Janeiro, através do Centro Nacional de Formação Política “ Dom Helder Câmara ” – Brasília;
. Presidente do Asilo São Vicente de Paulo de Joaquim Távora- Pr – período 06/2011 a 06/2013;
. Vice-Presidente do Conselho Municipal de Assistência Social de Joaquim Távora – Pr – período 06/2011 a 06/2013; 
. Sócio-Fundador das APAEs de: Quatiguá- Pr e Santana do Itararé – Pr;
. Foi secretário do Conselho Administrativo da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Quatiguá – Pr, por um período de quatro anos.
. Ex-secretário ( durante três meses em 2015 ) da Diretoria do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo de Quatiguá. 
. Colunista colaborador do Jornal Regional Notícias e Jornal Regional Diário.
. É Empreendedor Rural: Agrossilvicultor e criador de gado bovino de corte. 
. Ex – bancário, tendo trabalhado dezessete anos no Banco do Estado do Paraná S/A, e mais cinco anos no sucessor, Banco Itaú S. A.

 

Fonte: - Postado em 04/10/2019



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