Quatiguá - Estado e Embrapa Hortaliças complementam produção de alho semente


O IDR-Paraná firmou uma parceria com a Embrapa Hortaliças, do Distrito Federal, para implantar um projeto de produção de alho semente livre de viroses. A proposta é formar áreas de cultivo, repassando aos produtores familiares a tecnologia de produção. O projeto terá dois anos de duração e prevê beneficiar agricultores das regiões de Santo Antônio da Platina e Ivaiporã.
Já em Quatiguá, o processo complementa o que já vem sendo desenvolvido em Quatiguá e também em Cândido de Abreu. As áreas selecionadas são certificadas para a produção orgânica pelo Tecpar e acompanhadas pelo Núcleo do Paraná Mais Orgânico do Vale do Ivaí, sob coordenação do IDR-Paraná.
Em Cândido de Abreu são duas áreas de cultivo. Janete Gaça plantou 600 metros quadrados e Roseley Krepel outros 400 metros quadrados. Ambas as produtoras são associadas à Cooperativa de Agricultores Familiares de Cândido de Abreu (Coopercandi). Em Quatiguá a área pertence a Valter Bordignon, no bairro Ribeirão Bonito, e totaliza 1.000 metros quadrados. 
A previsão é que no próximo ano sejam instalados os viveiros telados, que evitam a entrada de insetos sugadores transmissores de viroses. A partir daí, 30% das sementes produzidas poderão ficar com o produtor e os 70% restantes serão repassados para outros agricultores, ampliando o cultivo.  A estimativa é que em 2024 sejam implantados mais viveiros telados em outras regiões do Estado. 
Os produtores plantaram duas variedades de alho. O Ito é um alho nobre que forma uma cabeça com dentes graúdos e roxos. A semente desta variedade precisa passar pelo processo de “vernalização”, isto é, tem que ficar um certo tempo a baixa temperatura para quebrar a dormência e estimular a germinação. A outra variedade plantada foi a Amarante, um alho comum, semi nobre e que dispensa o período em câmara fria.
As duas áreas cultivadas são irrigadas por um sistema de microaspersão e serão acompanhadas pelos extensionistas do IDR-Paraná. Calcula-se que uma área de 100 metros quadrados produza 500 quilos de sementes que, por sua vez, podem gerar 5.000 quilos de sementes, o suficiente para o cultivo de dez hectares de alho.
João Reis destaca que o projeto faz com que o cultivo seja acessível aos produtores familiares. Segundo ele, o produto tem alta demanda tanto no abastecimento de programas oficiais, como o Merenda Escolar, como no mercado local. “Apesar de ser uma cultura que exige tecnologia, o alho pode ser uma alternativa de renda para o agricultor familiar”, concluiu.
As áreas escolhidas já estão servindo para capacitar produtores e técnicos. No fim de abril foram realizados treinamentos em Quatiguá e Cândido de Abreu com a presença de 69 pessoas. Na oportunidade os participantes conheceram detalhes de cada etapa do plantio, da seleção das sementes ao processo de irrigação.
 
 
 
 

Fonte: Com informações de AEN - Redação Jrdiario - Postado em 05/05/2022



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