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Seed prepara novas salas de apoio à aprendizagem; diretores reclamam de superlotação e despreparo de professores

A implantação das salas de apoio à aprendizagem aos alunos de 6.º e 7.º anos do ensino fundamental deverá ser ampliada neste ano. Hoje aproximadamente 18%, ou 347 das mais de duas mil escolas da rede estadual, estão autorizadas a funcionar com as salas de apoio.rnDe acordo com a Secretaria de Estado da Educação (Seed) para 2014 existe a expectativa de que até 1.700 turmas possam ser atendidas por meio desse método. rnNo entanto, somente o projeto das salas de apoio não tem sido suficiente para a eficácia no reforço dos alunos com dificuldades de aprendizado. Alguns diretores de escolas reclamam do despreparo dos professores designados para a função, além de uma quantidade elevada de estudantes nessas salas. rnEm busca de resultados mais satisfatórios a secretaria abre aos Núcleos Regionais de Educação (NRE) a possibilidade para a apresentação de novos projetos de suporte à educação. A técnica pedagógica do Departamento de Educação Básica da Seed, Eliane Alves Benatto, afirma que para os novos projetos a comunidade é consultada para estabelecer a real necessidade dos alunos que precisam do suporte. rnCom isso os NREs passam à Seed uma planilha com informações sobre a sugestão do projeto a ser aplicado em cada escola, conforme as necessidades específicas do estabelecimento. Eliane explica que entre as novas possibilidades para atender os alunos está a disponibilidade de professores que poderão receber os estudantes durante duas horas no contraturno. Outras duas horas serão destinadas para o professor articular o planejamento com a escola, conforme a dificuldade apresentada pelos alunos que precisam do reforço. rnEsse projeto se diferencia em partes do sistema das salas de apoio, que funcionam quatro horas no contraturno. A expectativa é de que com essa autonomia as escolas possam levantar junto à comunidade as reais necessidades e colaborar com a apresentação de projetos que tragam resultados satisfatórios. rnO projeto das escolas tem que estar vinculado a um planejamento que determine metas e uma avaliação que defina resultados para verificar a aprendizagem de cada um dos alunos que participam. rnSobre a ampliação das salas de apoio Eliane afirma que os NREs estão encarregados de passar a listagem das novas escolas que podem optar pelo projeto. “Praticamente todas as escolas do ensino fundamental serão atendidas, a partir da planilha que verificou as necessidades. O projeto teve início em 2004 e teve seu formato alterado com o passar do tempo”, diz a técnica. rnEla explica que após a transição do 5.º para o 6.º ano muitos alunos encontram dificuldades na adaptação do sistema com mais disciplinas e professores, e por isso precisam do reforço. “No sexto ano é a oportunidade de auxiliar os alunos para superarem as dificuldades dessa etapa”, diz Eliane. rnAs salas de apoio e as novas ações a serem inseridas nas escolas integram o Programa de Apoio à Aprendizagem, que inclui também a ampliação das aulas de português e matemática na matriz do ensino fundamental; o Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar e Domiciliar; salas de recursos multifuncionais; o projeto de combate ao abandono escolar e o Gabaritando Enem.

Fonte: Nota10

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