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300 mulheres do Norte Pioneiro do Paraná protestaram contra a reforma da Previdência

Cerca de 300 mulheres e jovens camponesas Sem Terra, provenientes dos municípios de Congonhinhas, Jacarezinho, Carlópois e São Jerônimo da Serra, além de professoras e professores vinculados à APP-Sindicato, fizeram uma manifestação nas dependências da Previdência Social do município de Cornélio Procópio, na última quarta-feira, dia 8, como parte das atividades da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra. rnCom seus símbolos de luta – chapéu, lenço vermelho, bandeiras e faixas, diziam frases de protesto contra a reforma da Previdência. Elas também denunciaram a opressão gerada pelo agronegócio e o Capital estrangeiro e a violência de gênero.rnAs mulheres distribuíram panfletos com o intuito de conscientizar a população sobre o perigo iminente da perda de direitos. Para a dirigente do Setor de Saúde e Gênero do MST, Marta Maciel, “esta mobilização traz às ruas a necessidade de denunciar o golpe contra todos os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. É preciso que a sociedade tome conhecimento sobre o que está acontecendo no atual momento e se mobilize. Só assim poderemos lutar contra aqueles que querem cortar os direitos da classe trabalhadora”. E completa: “as mulheres estão mobilizadas em todo país, pois serão as mais prejudicadas neste processo todo de contrarreforma”.rnApós o ato na Previdência Social, a marcha seguiu em direção à Praça da Igreja Matriz, percorrendo as principais ruas de Cornélio Procópio e seguindo com a ação de panfletagem. rnNos municípiosrnApós a atividade conjunta em Cornélio Procópio, as mulheres seguiram para as atividades da Jornada Nacional em seus municípios de origem.rnCerca de 80 mulheres do MST, fizeram uma marcha pela avenida principal da cidade de Congonhinhas, distribuindo os panfletos e conscientizando a sociedade da necessidade de apoiar esta luta e unificar forças.rnrn“Não é só a classe trabalhadora que perderá direitos e será duramente sacrificada. Nosso município depende das aposentadorias e pensões. Sem isso, o comércio irá enfraquecer e todo município perde com isso”, esclareceu Marta.rnA marcha seguiu até a Prefeitura Municipal, onde o grupo apresentou uma pauta ao prefeito Luciano Merhy, para que ele se comprometa, junto à classe trabalhadora, a trabalhar para que os deputados federais e senadores se posicionem contra a reforma. O prefeito fez uma breve fala de apoio a mobilização e encorajou as mulheres em sua luta. “É muito importante esta mobilização das mulheres (…) pois os maiores afetados são a classe trabalhadora, quem mais precisa da manutenção dos direitos sociais e trabalhistas”, disse o prefeito às mulheres. Por fim, assinou o documento apresentado, comprometendo-se a levar a pauta de reivindicações ao conhecimento dos deputados federais e senadores. 

Fonte: Assessoria

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