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Mariana cai na folia para espantar a tristeza

No ritmo das marchinhas, sob chuva de confete e no brilho da fantasia, a primeira cidade de Minas, Mariana, na Região Central, cai no samba e dá a partida para a comemoração dos seus 320 anos de história – o ponto alto será em 16 de julho. Neste primeiro reinado de Momo após o rompimento da Barragem do Fundão, em Bento Rodrigues, maior tragédia socioambiental do país – que completou três meses na sexta-feira –, moradores e visitantes deixaram um pouco de lado as tristes lembranças para curtir a folia. À tarde, famílias inteiras saíram às ruas mantendo a tradição do carnaval. A céu aberto, com muitos atrativos: desfiles de blocos caricatos, bonecos “anões gigantes”, rodas de samba e shows.rnNo fim da tarde, o desfile de blocos foi inaugurado pelos Farrapos, arrastando cerca de 4 mil foliões desde a Rua Wenceslau Braz até a Praça Gomes Freire, conhecida popularmente como Jardim. Para turbinar a galera, o organizador da agremiação de mais de 40 anos, Vanderlei Lúcio de Oliveira, mandou distribuir 250 litros de caipirinha. Na rua estreita, homens, mulheres e crianças se mostravam verdadeiros súditos de Momo, com capricho na fantasia, já que, em Mariana, essa moda de abadás baianos “já era”. Vale mesmo a criatividade, inclusive na decoração com tecidos coloridos, que, sob a luz do sol da tarde, forma desenhos no piso de pedra do Centro Histórico. Já à noite, os ornamentos ganham efeitos especiais.

Fonte: Gustavo Werneck

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