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Sobre cadeira de rodas, dupla “reencontra” o esporte em time curitibano

Integrantes da seleção brasileira de rúgbi de cadeira de rodas, o catarinense Rafael Hoffmann e o paulista Hélder do Prado Jr têm a mesma idade, 31 anos, mas são o oposto em quadra. Entre os dias 26 e 28, eles estarão no Rio de Janeiro no evento-teste da modalidade para os Jogos Paralímpicos, e são esperanças de convocação do time Gladiadores, de Curitiba, para o evento em setembro. Os dois trouxeram para a rúgbi virtudes de quando sonhavam em ser atletas antes dos incidentes que marcaram suas vidas.rnrnRafael já havia deixado a base do Joinville, mas ainda disputava campeonatos amadores de futebol em Florianópolis quando quebrou duas vértebras em um mergulho na praia em 2007. Hélder era praticante de tae kwon do quando levou um tiro na perna e um na coluna em um assalto em que sequer reagiu, na cidade de Paraguaçu Paulista, em 2006.rnrnrnPublicidadernrnTetraplégicos – não têm os movimentos das pernas e os dos braços são limitados –, Rafael e Hélder cumprem papéis diferentes no Gladiadores e na seleção. O primeiro é marcador e encarna a raça, enquanto o segundo é mais cerebral e técnico.rn“Eu era aquele volante que batia até na mãe. E trouxe essa competitividade para o rúgbi”, admite Rafael. “Eu trouxe a disciplina do tae kwon. Sigo o que meu mestre me ensinou na quadra e na vida”, aponta Hélder.rnJuntos na seleção desde 2009, ambos jogam pelo Gladiadores desde 2013, quando conquistaram o Brasileiro. Em 2014, venceram o Sul-Americano. Agora, esperam subir juntos ao pódio na Rio-2016 sob os olhares da família.“Cada conquista que tive também foi da minha família”, ressalta Rafael, que espera ter o apoio dos pais e da filha de 4 anos nos Jogos. “Minha filha gosta muito de esporte. Vai ser importante ter o apoio dela e da minha esposa no Rio”, enfatiza Hélder, pai de uma menina de 7 anos.rnInício na modalidadernAmbos ressaltam a importância do rúgbi em suas reabilitações. Rafael procurou o esporte cinco meses após a lesão. “Quando passei a treinar, ganhei força muscular e passei a tomar banho, comer e a me barbear sozinho”, compara.rnEm 2009, Rafael teve o primeiro convite para a seleção – até então, o esporte era apenas parte da reabilitação. “Virei piada no primeiro jogo, porque cruzei a linha dos cones quicando a bola”, lembra. Para pontuar, o jogador tem de cruzar a linha com a bola nas mãos.rnJá Hélder diz que a reabilitação convencional não proporcionava a mesma evolução dos treinos. “No esporte, a gente é cobrado até o limite. Na reabilitação, se o fisioterapeuta vê que você está baqueado, alivia”, compara. Antes do rúgbi, Hélder tentou natação, mas não gostou. “Achei chato contar azulejos”, brinca o jogador, que sai sozinho de ônibus de São José dos Pinhais para treinar três vezes por semana no ginásio concedido pela Polícia Militar ao Gladiadores, no Centro de Curitiba. “O rúgbi ajudou a me reencontrar”, enfatiza.

Fonte: Gazeta do Povo

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