O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta quarta-feira que a divulgação pela imprensa dos gastos da administração federal com alimentação em 2020 é “pura fumaça” e faz parte das “pressões em cima do governo”. Mourão minimizou a repercussão do montante de mais de R$ 1,8 bilhão com gastos alimentícios do governo federal, dos quais R$ 15 milhões com leite condensado. Segundo o vice-presidente, as despesas são previstas no Orçamento.rn”Pura fumaça. Todos esses gastos são orçamentários, previsto aí alguns com despesa obrigatória, outros com despesa discricionária e foram efetuados dentro do que estava previsto do desembolso do orçamento do ano passado”, disse. Ele sugeriu ainda que despesas do mesmo tipo tiveram valores semelhantes em anos anteriores.rn”Se pegar o que foi gasto em anos anteriores, estará mais ou menos no mesmo patamar. Então é isso, faz parte dessa pressão que está sendo feita em cima do nosso governo”, disse. O portal de notícias Metrópoles, que revelou o montante gasto, indicou que o valor é 20% maior do que o de 2019. Sobre o aumento, Mourão comentou que “tem que olhar isso aí” e reforçou que são gastos orçamentários.rnO vice-presidente citou ainda a Operação Verde Brasil 2, das Forças Armadas, para combater o desmatamento e as queimadas na Amazônia. Segundo ele, a força-tarefa exigiu a liberação de crédito extraordinário, bem como os esforços para o combate à covid-19. “Talvez aí esteja os 20%”, acrescentou.rnrnrnrnOs gastos de altos valores, como mais de R$ 15 milhões em recursos públicos para comprar leite condensado e até R$ 2,2 milhões em chicletes, motivaram parlamentares a formalizar nesta terça, 26, uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a abertura de investigação sobre as compras do Executivo. Mourão minimizou a iniciativa. “A Controladoria-Geral da União acompanha esses gastos o tempo todo, isso não tem nada a ver, (é) gasto orçamentário”, disse.
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