rnPara conseguir atingir a meta estipulada pelo Ministério da Saúde, de vacinar pelo menos 4 milhões de pessoas contra a Covid-19 até o final de maio, o Paraná terá de acelerar – e muito – o ritmo da imunização da população paranaense. Segundo levantamento feito pelo Bem Paraná, desde que a população paranaense começou a ser vacinada, no final de janeiro, pouco menos de 11 mil pessoas estão sendo imunizadas por dia no estado. Para conseguir cumprir com a meta, então, seria necessário acelerar em cinco vezes o ritmo da imunização no estado.rnOs dados, levantados a partir das informações divulgadas diariamente pela Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), mostram que desde o início da vacinação da população paranaense contra a Covid-19 correram cerca de 40 dias de trabalho, com os esforços para imunização do povo acontecendo entre segunda e sábado em cidades como Curitiba. Em média, então, temos que 10.967 pessoas foram vacinadas por dia no estado, somando um total de 438.661 pessoas que tomaram ao menos a primeira dose do fármaco até a manhã de ontem (10 de março), o equivalente a 3,8% da população paranaense.rnPara alcançar a meta de 4 milhões de pessoas imunizadas (o que significaria que um terço da população estaria protegida contra o coronavírus), então, seria necessário acelerar o ritmo da vacinação em cinco vezes. O cálculo considera que até o dia 31 de maio teríamos 68 dias em que aconteceriam a vacinação, excetuando-se domingos e feriados. Assim sendo, seria necessário que 52,4 mil pessoas tomassem a primeira dose do imunizante por dia, em média.rnO que acontece, na realidade, é que o grande problema hoje não é acelerar o ritmo da vacinação em si, mas sim conseguir doses suficientes do imunizante para conseguir ampliar o número de doses aplicadas diariamente. Foi isso, inclusive, o que apontou ontem o secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto, na Assembleia Legislativa, na última terça-feira.rn“A programação do Ministério, e esperamos que não atrase, é que até 31 de maio tenhamos vacinado no Paraná 4 milhões de pessoas. São 1,8 milhões com mais de 60 anos, aqueles com comorbidades, doenças crônicas, e entram aí outras categorias, como professores”, afirmou o secretário, revelando ainda que o Ministério da Saúde está negociando com a Pfizer, Moderna e Covaxin a aquisição de novos imunizantes.rnBrasil imuniza sete vezes mais lentamente que o idealrnEpidemiologista, professor e ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul, o cientista Pedro Hallal explica que o Brasil possui, hoje, capacidade de vacinar 2 milhões de pessoas por dia. Assim sendo, se houvessem vacinas disponíveis, seria possível imunizar toda a população brasileira em 200 dias.rn“Isso mostra que o problema não é o sistema de saúde, é quem não compra vacina e diz que vacina não funciona, mas agora está mudando de ideia”, declarou recentemente o cientista, em entrevista à rádio BandNews. “O Brasil tem de fazer no mínimo um milhão de vacinas por dia, idealmente dois milhões de vacinas, que é o que os Estados Unidos está fazendo atualmente. Então a gente está num ritmo sete vezes menor do que deveríamos estar. Estamos a passo de tartaruga. Temos capacidade e estamos vacinando muito menos do que poderíamos porque o Ministério da Saúde não foi hábil para adquirir os imunizantes”, complementa.rnAinda segundo o especialista, no ritmo atual a população adulta mais jovem seria vacinada apenas lá pelo final de 2021, começo de 2022. E o problema é que o país enfrenta uma “tempestade perfeita em favor do vírus”.rn“Temos a nova variante, a P1, que é muito mais transmissível do que o vírus original; a gente teve festas de final de ano e Carnaval com muita aglomeração; e a gente tem uma velocidade da campanha de vacinação muito baixa. Essa combinação de fatores faz com que a gente esteja com esse caldeirão que está fervendo e prestes a explodir, sendo que em alguns lugares já explodiu, não tem mais leito”, afirma Hallal. “E como é que a gente para isso? É uma combinação de dois fatores: acelerar a campanha de vacinação e restringir a circulação do vírus urgentemente.”rnCâmara de Curitiba vota autorização para compra de vacinasrnA Câmara Municipal de Curitiba vota amanhã, em primeiro turno, dois projetos do prefeito Rafael Greca (DEM) que autorizam o município a comprar vacinas contra a Covid-19 com recursos próprios, e a aderir a consórcio de cidades com o mesmo objetivo. Na semana passada, os vereadores aprovaram regime de urgência para a votação das propostas, em tempo recorde com o apoio das bancadas de situação e de oposição.rnGreca tomou a iniciativa diante da demora do Ministério da Saúde do governo Bolsonaro em providenciar os imunizantes em quantidade suficiente para a vacinação em massa. Até sexta-feira, a prefeitura da Capital paranaense recebeu 118.490 doses de vacinas para serem usadas na primeira aplicação no público prioritário, sendo 43.680 do imunizante da Oxford/ AstraZeneca. As demais são doses da CoronaVac, produzidas pelo Instituto Butantan. O município também recebeu 44.870 vacinas CoronaVac para aplicar a segunda dose. Ao todo, a cidade recebeu 207.040 doses das vacinas, o suficiente para imunizar pouco mais de 100 mil pessoas. Até a última sexta-feira, haviam sido vacinadas 98.840 pessoas com a primeira dose da vacina, sendo 47.123 idosos, 45.949 profissionais dos serviços de saúde, 5.695 moradores, funcionários e cuidadores de instituições de longa permanência e 73 indígenas. Hoje, serão vacinados os idosos com 78 anos completos nascidos entre 1 de julho e 30 de janeiro.rn rn
Fonte: Rodolfo Luis Kowalski – BemParaná – foto:

























