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Tesoureira de associação é investigada por desviar R$ 20 mil de CMEI do Paraná para apostar no ‘tigrinho’

Segundo a polícia, ela confessou que usava parte do dinheiro em apostas online, incluindo o chamado “jogo do tigrinho”. O dinheiro desviado seria usado para melhorias na unidade e para atividades voltadas às crianças. Os desvios aconteceram entre setembro e novembro de 2024.

O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público (MP-PR), que pode, ou não, denunciá-la à Justiça.

“jogo do tigrinho” é um cassino on-line que promete ganhos altos. Na prática, o objetivo dele é que o jogador faça uma combinação de três figuras iguais nas três fileiras que aparecem na tela. No Brasil, o jogo ficou famoso principalmente devido à extensa campanha que incluiu muitos influenciadores digitais. O jogo é proibido no Brasil por ir contra a Lei das Contravenções Penais, que considera crime os jogos de azar em que o ganho ou a perda dependem da sorte.

Segundo a Polícia Civil, a mulher é suspeita de desviar recursos arrecadados em eventos promovidos pela comunidade escolar para o CMEI Girassol.

As investigações começaram em novembro do ano passado, após pais e integrantes da associação identificarem movimentações financeiras suspeitas nas contas da entidade.

A Secretaria Municipal de Educação disse ao g1 que foi informada da situação e acompanha as investigações do caso. Da mesma forma, o CMEI Girassol aguarda os trâmites, uma vez que a APMF contratou advogado para representar a associação.De acordo com a polícia, os desvios aconteciam por meio de transferências bancárias não autorizadas e também pela retenção de valores arrecadados em festas e ações promovidas para o CMEI. Conforme a investigação, apenas uma pequena parte do valor foi devolvida pela suspeita. O montante não foi revelado.

O crime levantou suspeita após integrantes da associação perceberem inconsistências nas movimentações financeiras.

Nas investigações, a polícia disse que Maiara admitiu que utilizava os valores desviados para despesas pessoais, incluindo os jogos de azar. Ela era responsável pelo controle do caixa da associação e tinha acesso às contas usadas para administrar os recursos arrecadados pela comunidade escolar.

“Os valores foram utilizados para finalidades pessoais, inclusive vinculados a apostas pessoais, como relataram testemunhas e envolvidos, incluindo os famosos jogos do tigrinho”, afirmou o delegado Antônio Laercio

JRDIARIO COM G1 PR Por Adriana Calicchio, Mayala Fernandes

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