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Descaso com transporte escolar em Quatiguá causa indignação dos pais

A situação de dois micro-ônibus escolares em Quatiguá, Norte Pioneiro do Paraná pode colocar em risco a segurança das crianças transportadas pelo veículo. Um veículo apresenta uma “gambiarra” na falta de vidro traseiro, o outro, um buraco no assoalho do veículo.rnSegundo a foto tirada na tarde desta quarta-feira, dia 29, pela reportagem do Jrdiario, mostra que o vidro traseiro não existe e foi substituído pelo que parece ser um papelão e lâmina de madeira compensada. O ônibus estava estacionado em frente à prefeitura.rnSegundo informações de pais e mães, que preferiram o anonimato, o problema existe desde julho de 2014. Em contato com a Secretária da Educação Vilma Ciconhini, ela informou que o procedimento licitatório foi realizado algumas vezes, mas não foi concretizado pois as empresas que prestam o serviço não estavam regularizadas à epoca do certame. A secretária ainda concluiu que o “tapume” colocado é de fibra e que os alunos não viajam sozinhos, portanto não há perigo. Afirmou ainda que todas as providências estão sendo tomadas, obedecendo a legalidade. rnA reportagem tentou ainda, com funcionários da Secretaria, saber o número de ônibus escolares e alunos atendidos pelo transporte escolar, mas não houve possibilidade. Uma das funcionárias garantiu disponibilizar quaiquer dados na manhã de quinta-feira, 30, após contabilização no próprio sistema. Ainda houve a informação, pela mesma funcionária, de que a prefeitura não tem a obrigação de fornecer o transporte para os alunos municipais, até a distância de 2km, mas o faz para tentar amenizar a situação e dar mais conforto aos alunos.rnJá um outro micro apresenta um perigo ainda maior, um buraco com cerca de 30 centimetros no assoalho do veículo. As crianças podem até ver a rua através do “rombo”, fato que pode ser comprovado em um vídeo (veja abaixo) gravado por uma das mães, onde supostamente pode ser o tal ônibus. Alguns bancos também estão sem estofamentos, somente a estrutura de ferro, pronto para causar ferimentos e hematomas nas crianças, visto que elas circulam livremente pelo ônibus, pois não há assentos decentes e nem cintos de segurança.rnrnO Site Jrdiario ainda não entrou em contato com o prefeito Fernando Dolenz, mas já adianta que o gestor pode manifestar a qualquer momento a opinião sobre o assunto. Na quinta-feira a reportagem tentará encontrar o prefeito.rnrnO transporte ruim pode incentivar evasão escolar e comprometer seriamente a segurança das crianças e adolescentes. Sobre a falta de vidro traseiro, solucinado por uma “gambiarra”, não oferece segurança alguma, pois o veículo é instável e a qualquer hora pode, trincar, rasgar, ou até ser ejetado. E os passageiros sendo crianças, principalmente as menores de 7 anos, naturalmente curiosas e inquietas, podem ser prejudicadas ou atingidas.rnSendo de extrema urgência a problemática apresentada, o município deveria dispor da quantia necessária para os reparos imediatamente, visto a gravidade, necessidade e urgência. Exatamente com a mesma “urgência” com que foi realizada a licitação para a contratação de uma banda que se apresentou no último domingo, por ocasião do aniversário da cidade, dia 26 de outubro, orçada em R$7.800, conforme o Diário Oficial do Município.rnO valor de um vidro traseiro para um micro-ônibus gira em torno de R$990 reais em média (Conforme o site apolloonibus.com.br).rn

Fonte: Walter Chiusoli

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