Cinco horas após o fechamento do pleito, com 96% das urnas apuradas, o Conselho Nacional Eleitoral, órgão responsável pela apuração dos votos, anunciou que a oposição ganhou 99 das 167 cadeiras do Parlamento do país.rnOs socialistas, por sua vez, ficaram com 46 cadeiras. Outras 22 ainda vão ser definidas.rnMaduro admitiu a derrota, afirmando que seu partido reconheceu “os resultados adversos”.rnA aliança da oposição, formada por partidos conservadores e de centro, diz estar confiante de que vai obter 112 cadeiras depois de 17 anos de governo socialista.rnDe acordo com opositores, se confirmada a hipótese, seria possível aprovar leis que permitiriam a libertação de prisioneiros políticos e reverter, por exemplo, indicações do Judiciário feitas pelo governo atual.rn”Os resultados são como esperávamos. A Venezuela venceu. É irreversível”, tuitou Henrique Capriles, principal figura da oposição e ex-candidato à presidência.rnApesar da derrota, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), que governa o país, ainda deve manter forte representatividade no cenário político, já que controla muitos municípios.rnAs eleições foram amplamente vistas como um referendo antecipado para Maduro, o sucessor de Hugo Chávez (1954-2013), e as políticas socialistas do partido.rnA oposição acusou o PSUV de destruir a economia e esbanjar as riquezas de petróleo do país.rnMaduro, por sua vez, diz que seu partido defende os interesses dos venezuelanos comuns e quer completar a chamada “Revolução Boliviariana”, iniciada por seu antecessor, Hugo Chávez.rnrnEscassezrnUma das principais questões levantadas durante a campanha foi a escassez crônica de alimentos ─ como leite, arroz, café, açúcar, farinha de milho e óleo de cozinha.rnMaduro afirmou que a situação era resultado da “guerra econômica” travada contra seu governo pela oposição.rnOpositores também acusam o governo de práticas autoritárias.rnNo início deste ano, o líder da oposição Leopoldo López recebeu uma pena de 13 anos por incitar a violência ─ uma acusação que os críticos dizem ter motivações políticas.rnA Venezuela convidou observadores da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) para acompanhar as eleições, mas rejeitou integrantes da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia.rnNa tarde de domingo, o governo venezuelano revogou as credenciais dadas a vários observadores internacionais.rnSegundo a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Tibisay Lucena, o ex-presidente da Bolívia Jorge Quiroga descumpriu termos do credenciamento ao dar declarações “sem lugar nestas eleições”.
Fonte: BBC

























