A secretária de Marcelo Odebrecht, presidente da holding Odebrecht, encaminhou à pedido do chefe, e-mails para as empresas Gerdau, Bunge e Suzano com o currículo do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), em 2010. Os e-mails constam em um relátorio da Polícia Federal referente à construtora na Operação Lava Jato.rnDias depois, Gerdau e Bunge doaram, juntas, R$ 330 mil para a campanha eleitoral de Richa ao Palácio Iguaçu.rnA Odebrecht é uma das empresas alvo da Operação, que apura irregularidades em contratos da Petrobras. Marcelo Odebretch e outros executivos da construtora estão presos desde 19 de junho, quando foi deflagrada a 14ª fase da operação.rnAs mensagens foram enviadas em 9 de agosto de 2010, ano em que o tucano concorreu pela primeira vez ao governo estadual. Dias depois, conforme descrito na prestação de contas de Richa ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gerdau e Bunge doaram dinheiro para a campanha eleitoral.rn”Por recomendação do Sr. Marcelo Odebrecht, peço-lhe a gentileza de imprimir este currículo”, diz a secretária do empresário em todos os e-mails interceptados pela polícia.rnCurrículo do governador Beto Richa foi enviado para as empresas Gerdau, Bunge e Suzano (Foto: Reprodução)rnsaiba maisrnNo dia 19 de agosto, a Gerdau doou R$ 250 mil para o então candidato ao Governo do Paraná.rnNo dia seguinte, a Bunge doou outros R$ 80 mil. Naquele ano, Richa declarou ter arrecadado um total de R$ 23.718.112,01 para a campanha. rnA Odebrecht e a Suzano não fizeram doações, segundo a prestação de contas disponível no TSE.rnA Gerdau informou que não vai se manifestar sobre o assunto. A assessoria do governador Beto Richa informou que ele deve se manifestar sobre o assunto ainda nesta quarta-feira.rnA períciarnOs e-mails foram analisados por peritos da Polícia Federal em meio às investigações da 14ª fase da Lava Jato, que apura a suspeita de que a Odebrecht tenha efetuado pagamentos de propina e a ex-diretores da estatal em contas banc´rias no exterior.rnA troca de e-mails consta na mesma Perícia da Polícia Federal que apontou indícios de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possa ter feito lobby para favorecer a Odebrecht em um contrato com o governo da Namíbia, na África.rnOs e-mails analisados trazem conversas com o então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Miguel Jorge, na gestão Lula, em 2009.rnPor meio de nota oficial, o Instituto Lula destacou a “legalidade e a lisura da conduta de Lula”. A Odebrecht afirmou que “a troca de e-mails registra uma atuação institucional legítima”. O ex-ministro Miguel Jorge disse considerar “uma obrigação funcional e do ministro vender os interesses da empresa brasileira num mercado internacional altamente competitivo”.
Fonte: G1

























