A identificação oficial das 20 vítimas do grave acidente que envolveu um ônibus e um caminhão no interior do Paraná nesta segunda-feira (31) levará ainda alguns dias e dependerá de exame de DNA. A lentidão no reconhecimento das vítimas se deve ao estado dos corpos, que ficaram carbonizados. O acidente ocorreu entre os municípios de Cafezal do Sul e Iporã (610 km de Curitiba). Morreu o motorista do caminhão e 19 pessoas que estavam no ônibus da Prefeitura de Altônia. Eram pacientes, com seus acompanhantes, que passariam por cirurgia de catarata na cidade vizinha, Umuarama.rnO ginásio de esportes de Altônia deve ser mobilizado para o velório. Segundo o IML, estão sendo colhidas amostras de sangue de parentes das vítimas para a identificação. Até as 18 horas, faltava coletar o material de seis familiares. O caminhoneiro Sérgio Scaravonatto, 50, foi identificado e liberado pelo IML (Instituto Médico Legal) de Umuarama. Ele é morador da cidade de Pato Bragado (oeste do Paraná). Trabalhava para um laticínio, era casado e tinha duas filhas. Scaravonatto foi reconhecido pelo cunhado dele, Leomar Rohden, que é vice-prefeito de Pato Bragado (PR). Segundo parentes, o corpo havia saído do IML às 16h30, mas ainda não se sabia onde seria velado.rnVirgilina Tenório Martins, uma das passageiras do ônibus, foi a única que não ficou carbonizada. Ela morreu com o impacto da batida.rnAté o começo da noite desta segunda, os únicos dois corpos liberados foram de Virgilina (que, no caso dela, será velada no salão paroquial de Altônia) e do motorista. O IML pediu caráter de urgência à unidade central, em Curitiba, para a realização dos exames.rn rnLIVRAMENTOrnMaria Graça Siquelli é sobrinha da paciente Izabel Pequini Lazarin, moradora da zona rual de Altônia e que estava na lista dos passageiros que iriam até Umuarama para realizar a cirurgia de catarata. Os familiares, no entanto, resolveram levá-la de carro. “A gente vê isso como um livramento. Foi muito triste para a cidade. A gente vê os vídeos que o pessoal postou no Facebook e imagina a dor dessas pessoas”, diz Maria Graça. Segundo ela, a tia contou que passou pelo local do acidente no momento em que os bombeiros controlavam as chamas, mas não imaginou que poderia ser o ônibus da Secretaria da Saúde.
Fonte: Folhapress

























