Desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) decidiram nesta quinta-feira (24) permitir que gravações com indícios de que os réus foram torturados por policiais sejam usadas como provas no julgamento da revisão criminal do caso Evandro Ramos Caetano.rnrnrnrnOs áudios foram encontrados em minifitas cassetes pelo jornalista Ivan Mizanzuk e revelados em uma série documental da Globoplay, baseada no podcast Projeto Humanos.rnrnrnrnrnAs gravações indicam que os réus confessaram os supostos crimes mediante tortura e recebendo instruções para a confissão.rnrnrnrnrnO Caso Evandro foi registrado em abril de 1992, em Guaratuba, no litoral do Paraná. O menino tinha seis anos, sumiu no trajeto entre a casa onde morava e a escola e foi encontrado morto com sinais de violência. Sete pessoas foram acusadas pelo crime e quatro foram condenadas. Relembre abaixo.rnrnrnrnrnAs fitas com as gravações estavam nos autos do processo desde a época da condenação, porém, a versão utilizada para incriminar os réus não tinha os trechos que indicam a tortura. A versão considerada pelos desembargadores é a íntegra da gravação.rnrnrnrnrnrnPróximos passosrnrnrnrnrnrnO julgamento continua. Dentro de duas semanas, os desembargadores devem analisar o mérito do pedido de revisão criminal, ou seja, qual o impacto que as novas provas terão no processo.rnrnrnrnrnAntônio Augusto Figueiredo Basto, advogado responsável pelo pedido, afirmou que um dos efeitos da decisão pode ser a anulação do processo.rnrnrnrnrnO Governo do Paraná informou que não irá comentar a decisão desta quinta.rnrnrnrnrnEm 2022, o governo estadual formalizou um pedido de desculpas a Beatriz por “sevícias indesculpáveis” sofridas por ela à época da investigação do caso.rnrnrnrnrnrn rnrnrnrn
Fonte: G1 RPC
























