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Ciclista da região percorre o Brasil para curar doença

Há três anos, o ciclista César Rocha, 63, morador da cidade de Santo Antonio da Platina percorre os estados do Brasil buscando a cura da depressão – que se estacionou por 20 anos na vida do aposentado. Casado há 44 anos e pai de dois filhos é um apaixonado pelo esporte. Ele que já tinha perdido todos os sentidos de motivação na vida, foi pedalando que conseguiu aos poucos sentir o gosto da liberdade e obter a cura da doença.rnRocha começou a estudar sobre a vida dos aventureiros e resolveu colocar o pé na estrada. Neste período, ele já percorreu quase 12 mil quilômetros com sua bicicleta. Nesta viagem, o Paulista saiu de Brasília – DF no dia 30 de agosto, e já percorreu 1,3 mil quilômetros – uma média de 80 quilômetros por dia. Visitou nesta terça-feira Santo Antônio da Platina e região, mas sua meta é chegar até Laguna – SC até dia 12 de outubro– ao todo visitar seis estados.rnDe acordo com o aposentado a maior dificuldade que ele enfrenta nas estradas é a precariedade dos acostamentos – o que já veio a lhe causar dois tombos – e também a falta de respeito dos motoristas com os ciclistas. Com um broche de Nossa Senhora Aparecida no peito, ele comenta que é sua protetora. Seus companheiros de viagem são sua bicicleta – sem nenhum tipo de luxo – e um aparelho celular – que utiliza a cada parada para registrar sua visita.rnO ciclista comenta que é natural de São Paulo, mas reside em Brasília deste 1970. Quando descobriu a união dos ciclistas e a solidariedade entre eles, não pensou duas vezes para percorrer pelo país. Sem objetivo de viajar para fora do Brasil, ele gasta em média R$ 60 por dia. “Existe um site que as pessoas oferecem hospedagem para ciclistas viajantes, isso é muito legal, este espírito solidário. Mas no Brasil ainda é pouco difundido”.rnEntre sua bagagem, bandeiras pelos estados que já visitou, dois alforjes com roupas e calçados e um colchonete (em caso de necessidade). “Para iniciar uma viagem sempre faço minha rota antes, me programo pelo caminho com maior número de cidades, afinal, dá para pedalar mais de 100 quilômetros por dia, é muito cansativo. Mas hoje me sinto curado, não consigo ficar dentro de casa e recebo sempre o apoio da minha família”, enalteceu.rnEle conheceu diversas culturas pelos estados em que percorreu e avaliou que o povo paranaense é muito amistoso. “Ribeirão Preto -SP é uma cidade muito perigosa, nenhum motorista respeita, tem que se cuidado para não ser atropelado. Mas no Paraná notei que existe bastante respeito, gostei muito da região. Espero poder visitar mais vezes”.

Fonte: Tribuna do Vale

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