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Coalizão alerta para perigos da busca por gás e petróleo no Norte Pioneiro

A exemplo dos testes sísmicos realizados no final do ano passado nas regiões de Londrina e Maringá, agora a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) começa buscar gás e petróleo em Ribeirão Claro e cidades da região do Norte Pioneiro. Os testes iniciam nesta sexta-feira (27) e seguem até outubro. A operação será realizada com caminhões que emitem vibrações captadas por sensores, que serão instalados às margens das rodovias PR-431, 218, 092 e 517. rnDiferente do que aconteceu à época das explorações, quando a ANP realizou testes idênticos na região de Londrina, desta vez a empresa contratada pela ANP, a Global Serviços Geofísicos, informou que o equipamento de 29 toneladas provoca “pequenos tremores em áreas próximas” às rodovias pelas quais percorrerá e os resultados são registrados para análise posterior. rnNaquela ocasião uma série de tremores de até 1,9 graus foram registrados na região Norte. Centenas de moradores ficaram assustados com as misteriosas rachaduras que apareceram em vários bairros de Londrina, além de municípios da região metropolitana, como Arapongas (foto), Cambé e Rolândia. A Defesa Civil informou na época que, somente em uma semana, recebeu cerca de 400 pedidos de vistoria em casas afetadas em Londrina. Muitas foram condenadas e tiveram que ser demolidas. rnEm janeiro, um relatório emitido pelo Centro de Sismologia da USP atribuiu os estrondos ouvidos e sentidos em Londrina a pequenos tremores de terra com foco na camada de rocha basáltica, abaixo da camada de solo. De acordo com o estudo, os tremores foram causados pelo deslocamento repentino, de apenas alguns milímetros, de um bloco de rocha ao longo de fraturas geológicas. rnNo entanto, para a COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil e pela Sustentabilidade, que desde 2013 promove a campanha Não Fracking Brasil, os tremores podem estar associados às explorações da ANP na região. rn”Mais uma vez a ANP avisa a população somente às vésperas de realizar testes exploratórios desta natureza, sem oferecer detalhes com antecedência e transparência sobre os riscos de se fazer a exploração de gás de xisto pelo fraturamento hidráulico (Fracking)”, alerta o fundador da COESUS, o engenheiro Juliano Bueno de Araújo. Ao lado da 350.org Brasil e parceiros, a COESUS realiza a campanha Não Fracking Brasil para alertar sobre o que consideram uma ameaça para o futuro do Brasil. 

Fonte: Bonde

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