O setor mais confiável do Corinthians nos últimos anos pode ter uma brecha às vésperas do início do Campeonato Brasileiro. A convocação de Balbuena para defender o Paraguai na Copa América Centenário, em junho, e a possível suspensão de Yago por doping deixam aberta a vaga ao lado de Felipe. É a primeira preocupação do técnico Tite para a competição.rnO caso de Balbuena está sacramentado. O zagueiro foi confirmado na lista de convocados do Paraguai e pode perder até nove jogos do Brasileirão – entre as rodadas 3 e 11. Ele é um dos mais cotados a assumir uma vaga entre os titulares após as eliminações do Corinthians em Campeonato Paulista e Taça Libertadores, mas só deve ganhar sequência depois da Copa América.rnrnYago, por sua vez, espera o resultado da contraprova do exame antidoping em que foi flagrado semanas atrás. O zagueiro pode ser punido pelo uso da substância betametasona (presente em um anti-inflamatório contra dores nos joelhos). Caso o exame dê positivo, ele será suspenso automaticamente por 30 dias.rnrnDessa forma, Tite teria dificuldades para armar o setor defensivo durante parte do primeiro turno do Brasileirão. Sem Yago e Balbuena, sobram apenas Vilson e Pedro Henrique como opções. Felipe é o único titular absoluto da zaga e já mostra preocupação.rnrn– Nunca é bom perder jogadores, ainda mais num campeonato longo como o Brasileiro. Mas todos estão bem preparados. Quem entrar, vai dar conta do recado – resumiu Felipe.rnO clube também estava de olho na possível convocação de Felipe para a Copa América, mas o defensor ficou fora dos planos desde a primeira lista de Dunga, com 40 nomes. Felipe participou do grupo que disputou as partidas contra Uruguai e Paraguai, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.rnrnVilson foi contratado no início do ano depois de um Brasileirão regular pela Chapecoense em 2015. Sem se firmar, porém, fez apenas seis jogos pelo clube e foi relegado à posição de segundo reserva, atrás de Balbuena. Tite, porém, confia na experiência do jogador de 28 anos e costuma lembrar de Edu Dracena, também desacreditado, que foi reserva, mas fez boas partidas na campanha do título de 2015.rnrnPedro Henrique é cria da base e treina com o elenco há dois anos sem nunca ter participado de um jogo oficial. É considerado um zagueiro técnico e rápido, mas ainda sem rodagem para assumir a bronca em momentos difíceis. Mesmo assim, Tite o manteve no grupo e recusou a possibilidade de emprestar o jogador. No Brasileirão, Vilson e Pedro podem se tornar nomes mais frequentes na memória do torcedor.rn
Fonte: Globo Esporte

























