Curitiba registrou o primeiro caso de febre amarela. Segundo informações levantadas pela reportagem do Bem Paraná, o caso é importado do interior de São Paulo e, por isso, ainda não é preciso que toda a população da cidade corra para se vacinar nos postos de Curitiba. Em entrevista coletiva a equipe da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba esclareceu que o caso confirmado se trata de uma mulher de 36 anos. Entre os dias 22 e 30 de dezembro, ela teria estado em Mairiporã, uma das cidades paulista com maior incidência de casos confirmados de febre amarela.rnSegundo o levantamento, do Ministério da Saúde, divulgado nesta quarta (31), o Paraná tem quatro casos suspeitos de febre amarela em investigação e outros 14 casos suspeitos foram descartados. rnrnO último caso de febre amarela autóctone confirmado no Paraná foi em 2008, em Laranjal, região central do Estado. Com relação a óbitos, os últimos também ocorreram no mesmo ano nas cidades de Maringá (caso importado) e Laranjal.rnAlém da vigilância de casos, o Estado também realiza a vigilância do óbito de macacos e coleta de mosquitos. Apenas em 2017, foram investigados 182 pontos em 89 municípios, o que corresponde a 22,3% do território estadual. O último inquérito foi realizado no mês de dezembro e, até agora, todos os resultados foram negativos para a presença do vírus.rn rnNo BrasilrnO Brasil registrou 213 casos de febre amarela, sendo que 81 vieram a óbito, no período de 1º julho de 2017 a 30 de janeiro deste ano. No mesmo período do ano passado, foram confirmados 468 casos e 147 óbitos O Ministério da Saúde atualizou nesta terça-feira (30) as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação da febre amarela no país. No período de monitoramento (de 1º de julho/2017 a 30 de janeiro de 2018), foram confirmados 213 casos de febre amarela no país, sendo que 81 vieram a óbito. Ao todo, foram notificados 1.080 casos suspeitos, sendo que 432 foram descartados e 435 permanecem em investigação, neste período. rnNo ano passado, de julho de 2016 até 30 janeiro de 2017, em todo o Brasil eram 468 casos confirmados e 147 óbitos confirmados. Os informes de febre amarela seguem, desde o ano passado, a sazonalidade da doença, que acontece, em sua maioria, no verão. Dessa forma, o período para a análise considera de 1º de julho a 30 de junho de cada ano.rnCAMPANHA – A campanha de fracionamento da vacina contra a febre amarela começou na última quinta-feira (25) nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A antecipação foi adotada porque o Ministério da Saúde já repassou, a ambos os estados, os insumos que serão utilizados nas campanhas. A campanha de vacinação no estado da Bahia começa no dia 19 de fevereiro.rnPara auxiliar os estados e municípios na realização da campanha, o Ministério da Saúde vai encaminhar aos estados R$ 54 milhões. Desse total, já foram repassados R$ 15,8 milhões para São Paulo; R$ 30 milhões para Rio de Janeiro, e está em trâmite a portaria que autorizará o repasse no valor de R$ 8,2 milhões para a Bahia.rnA adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional. A dose fracionada tem apresentado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento já demonstraram proteção por pelo menos oito anos e novas pesquisas continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período.rnO Ministério da Saúde, no ano de 2017 até o momento, encaminhou, as Unidades Federadas, o quantitativo de aproximadamente 58,9 milhões de doses da vacina. Para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia foram enviados cerca de 49,8 milhões de doses, com objetivo de intensificar as estratégias de vacinação, sendo 19,7 milhões (SP), 10,7 milhões (MG), 12 milhões (RJ), 3,7 milhões (ES) e 3,7 milhões (BA).rnÉ importante informar que a febre amarela é transmitida por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre). O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.rnDistribuição dos casos de febre amarela notificados: 1º/7/2017 a 30/01/2018rnrnrn rn rn rn rn UF (LPI)*rn rn rn Notificadosrn rn rn Descartadosrn rn rn Em Investigaçãorn rn rn Confirmadosrn rn rn Óbitosrn rn rn rn rn APrn rn rn 2rn rn rn 2rn rn rn 0rn rn rn -rn rn rn -rn rn rn rn rn AMrn rn rn 4rn rn rn 2rn rn rn 2rn rn rn -rn rn rn -rn rn rn rn rn PArn rn rn 23rn rn rn 13rn rn rn 10rn rn rn -rn rn rn -rn rn rn rn rn ROrn rn rn 5rn rn rn 5rn rn rn 0rn rn rn -rn rn rn -rn rn rn rn rn RRrn rn rn 2rn rn rn 2rn rn rn 0rn rn rn -rn rn rn -rn rn rn rn rn TOrn rn rn 9rn rn rn 6rn rn rn 3rn rn rn -rn rn rn -rn rn rn rn rn BArn rn rn 15rn rn rn 7rn rn rn 8rn rn rn -rn rn rn -rn rn rn rn rn CErn rn rn 1rn rn rn 1rn rn rn 0rn rn rn -rn rn rn -rn rn rn rn rn MArn rn rn 1rn rn rn 1rn rn rn 0rn rn rn -rn rn rn -rn rn rn rn rn PErn rn rn 1rn rn rn 0rn rn rn 1rn rn rn -rn rn rn -rn rn rn rn rn PIrn rn rn 3rn rn rn 1rn rn rn 2rn rn rn -rn rn rn -rn rn rn rn rn RNrn rn rn 1rn rn rn 1rn rn rn 0rn rn rn -rn rn rn -rn rn rn rn rn DFrn rn rn 27rn rn rn 18rn rn rn 8rn rn rn 1rn rn rn 1rn rn rn rn rn GOrn rn rn 26rn rn rn 16rn rn rn 10rn rn rn -rn rn rn -rn rn rn rn rn MTrn rn rn 1rn rn rn 0rn rn rn 1rn rn rn -rn rn rn -rn rn rn rn rn MSrn rn rn 5rn rn rn 3rn rn rn 2rn rn rn -rn rn rn -rn rn rn rn rn ESrn rn rn 64rn rn rn 44rn rn rn 2rn rn rn -rn rn rn -rn rn rn rn rn MGrn rn rn 244rn rn rn 71rn rn rn 96rn rn rn 77rn rn rn 30rn rn rn rn rn RJrn rn rn 34rn rn rn 3rn rn rn 4rn rn rn 27rn rn rn 7rn rn rn rn rn SPrn rn rn 573rn rn rn 216rn rn rn 249rn rn rn 108rn rn rn 43rn rn rn rn rn PRrn rn rn 18rn rn rn 14rn rn rn 4rn rn rn -rn rn rn -rn rn rn rn rn RSrn rn rn 11rn rn rn 4rn rn rn 7rn rn rn -rn rn rn -rn rn rn rn rn SCrn rn rn 8rn rn rn 2rn rn rn 6rn rn rn -rn rn rn -rn rn rn rn rn Totalrn rn rn 1.080rn rn rn 432rn rn rn 435rn rn rn 213rn rn rn 81rn rn rn rnrnrnDados preliminares e sujeitos à revisão rn*LPI – Local Provável de Infecçãorn
Fonte: Bem Paraná

























