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Devendo e afastado do emprego pela doença, rapaz cria delivery de lasanha

As despesas aumentaram desde que Heverson Pereira, de 27 anos, descobriu que estava doente. Afastado do trabalho, ele precisou achar um jeito de pagar não só os exames, as consultas e os remédios, mas também de sustentar a esposa e os dois filhos. Foi aí que o paranaense criou um delivery de empadões e lasanhas. “Não desisti”, revela o rapazrnrnHeverson mora em Guarapuava, na região central do estado, e descobriu a insuficiência renal em agosto deste ano. Por causa da doença, ele foi afastado do cargo de técnico em impressão digital.rn”Eu viajava todos os dias e fazia os trajetos sem paradas. Comecei a notar que havia algo errado aí, quando comecei a parar demais na estrada”, lembra o paranaense.rnHeverson conta que, entre outros sintomas, sentia um cansaço extremo, fora do normal. Os primeiros exames, então, acusaram uma anemia profunda. “Eu me sentia tão fraco que era difícil parar em pé, nem conseguia tomar banho sem cair”, lembra ele. Em seguida, veio o diagnóstico de insuficiência renal. Um baque.rnAfastado do trabalho, o rapaz achou que poderia contar com o auxílio-doença do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), um benefício dado ao segurado acometido por doença ou acidente que o torne temporariamente incapaz de trabalhar. Entretanto, à época, a greve do INSS atrasou o recebimento da mensalidade.rnPor conta do diagnóstico, Heverson também precisou deixar os palcos. Ele era vocalista de uma banda e, aos finais de semana, sempre conseguia uma renda extra fazendo shows em Guarapuava e região.rnDívidasrnSem trabalho, sem renda extra e sem auxílio-doença, as contas só se multiplicavam. Por mês, o paranaense passou a gastar cerca de R$ 800 com o plano de saúde que cobre, basicamente, os exames; em torno de R$ 450 com as consultas na capital e mais de R$ 500 com as despesas de viagem; além de quase R$ 250 com remédios. Sem contar as 4 horas investidas três vezes por semana na hemodiálise.rn”Aí começou a bater o desespero”, lembra ele. A esposa, Verena Mildemberger, que é vendedora em uma concessionária, também já não sabia mais o que fazer. O salário dela já não era o suficiente para pagar as despesas com a saúde do marido e o aluguel, a luz, a água, a escola, a alimentação, as parcelas do carro…rnA luzrn”A todo o momento, eu pensava que não podia deixar minha família padecer. Então, comecei a orar. Pouco depois, vi umas bandejas de alumínio na cozinha e falei para a minha esposa que ali estava a saída”, relata Heverson. Então, os dois começaram a preparar empadões e lasanhas para vender. “A gente não podia ficar sentado ali, esperando algo acontecer”, diz Verena.rnEm princípio, o casal ofereceu as comidas apenas para os amigos, que adoraram a ideia. Só no primeiro mês, os dois venderam quase 160 porções, o que rendeu um lucro de R$ 4 mil.rnDesde então, a quantidade vendida de empadões e lasanhas tem se mantido estável. “Agora, não são apenas os nossos amigos que compram, mas também gente que nunca vimos na vida”, afirma ele.rnHeverson não ajuda a preparar os empadões e as lasanhas, mas cuida de toda a divulgação das comidas, das entregas das encomendas e da contabilidade do negócio, além de fazer os serviços domésticos. Ele revela que sempre sonhou em ter o próprio negócio. “Não esperava que fosse surgir de uma dificuldade, mas estou bem empolgado”, diz.rnQuase final feliz…rnA paixão pelo empreendimento cresce a cada dia. Tanto que o rapaz já está fazendo um curso de administração e traça planos para expandir o negócio. Assim, aos poucos, as coisas na casa de Heverson têm se ajeitado, não só em relação às finanças. Em janeiro de 2016, ele fará um transplante de rim, que deve curá-lo. O órgão foi doado pela própria irmã.rnE, apesar de o INSS ter, finalmente, começado a pagar o auxílio-doença, Heverson continua trabalhando para que as vendas continuem altas. “Estamos conseguindo até mesmo guardar dinheiro para quando eu estiver me recuperando da cirurgia”, afirma. Para Verena, o principal, agora, é ver o marido saudável. “O futuro a Deus pertence”, diz ela.rnHoje, apesar de ainda não estar curado, Heverson acredita que venceu todos os obstáculos que surgiram, mas que não conseguiria se estivesse sozinho. “Tudo é superável. E eu só superei porque tive a minha família, os meus amigos e fé”, acredita.rnrnrn 

Fonte: G1

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