A ex-secretária municipal de Saúde de Santo Antônio da Platina,Lucivane Gouvea Delfino(fotos) foi condenada pela Justiça por improbidade administrativa e por chefiar esquema de desvio de recursos públicos.rnEla havia sido denunciada ao Ministério Público pelo médico platinense Hélio Lechinewski. A enfermeira foi acusada de chefiar um bando e cobrar por serviços não realizados e com cheques nominais (depois descontados na boca do caixa e repassados em dinheiro para ela). Ela e outras pessoas desviaram, do que se tem provas, de cerca de R$ 50 mil da Associação de Proteção à Maternidade e à Infância (APMI), da qual era presidente.rnNa sentença,é afirmado que a mulher aproveitava, na época de seu cargo na APMI (foi secretária indicada pela então prefeita Maria Ana Povo em torno de dois meses depois de denunciada) mediante recibos falsos e atestados fictícios se apropriando de valores dirigidos à entidade, tudo sob a pecha de pagamentos a serviços inexistentes.rnA sentença foi definida no final de setembro do ano passado, mas só agora o npdiario teve acesso.rnO desvio foi efetuado no âmbito do Pronto Socorro do Município, administrado pela APMI e que recebia subvenções da prefeitura para pagamento principalmente dos médicos.rnForam observadas operações irregulares no pagamento de despesas, principalmente salários a funcionários fantasmas, que ficavam com uma pequena parcela do dinheiro desviado e o restante entregue a Lucivane.rnA Ação Civil Pública foi julgada parcialmente procedente e determinou Ressarcimento de Dano ao Patrimônio Público,Indisponibilidade de Bens e de Imposição de Sanções por atos de Improbidade administrativa,perda da função pública; suspensão dos direitos políticos por oito anos; pagamento de multa de uma vez o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Publico ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócia majoritário, pelo prazo de dez anos.rnInclusive ao propor aquela ação, o Ministério Público havia requerido, liminarmente, a indisponibilidade de bens de cada um dos requeridos, sendo de Marcos Paulo de Oliveira, Lucivane Gouvea Delfino, Élcio Baptista de Almeida e Maristela Moreno, de forma solidária no valor de R$53.454,31; e dos requeridos Ismavete Dias, Lucivane Gouvea Delfino/ Élcio Baptista de Almeida e Maristela Moreno, de forma solidária, no valor de R$ 6.907,70.rnAlém de Lucivane Gouvea Delfino, também foram condenados Geny Pereira, Ismavete Dias, Marcios Paulo de Oliveira, a tesoureira Maristela Moreno e o contador Élcio Baptista de Almeida.rnO médico que denunciou os crimes avisou a então secretária municipal de Saúde,Glair Vilas Boas,e ambos pediram audiência com Maria Ana. No encontro, narraram o que estava acontecendo, mas a então chefe do executivo não tomou providências. Pior, semanas depois, nomeou Lucivane como secretária de saúde no lugar de Doutora Glair, como é conhecida a conceituada bioquímica platinense em 2009.rnLucivane só pediu demissão do cargo em 2011 após ter os bens e contas bancárias bloqueadas pela Justiça, atendendo pedido liminar do Ministério Público.rnEla trabalhava como enfermeira no Hospital Nossa Senhora da Saúde até o final do ano passado, quando foi demitida e não mais vista na cidade. Ainda pode recorrer.rnA enfermeira e a ex-prefeita do PT não foram localizadas para comentar o assunto.
Fonte: Valcir Machado – Npdiario

























