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Filha de cafeicultores e aluna de escola pública, adolescente ganha bolsa integral para fazer curso superior

Aos 16 anos, a rotina de estudos dos últimos três anos de Paula Eduarda de Lima é estrita: aulas na escola pela manhã, estudos em casa à tarde e à noite.rnrnrnrnEm dezembro, a jovem recebeu a notícia de que todo o esforço foi recompensado. Após prestar o vestibular da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro, em novembro, ela foi aprovada e ganhou uma bolsa integral por atingir uma das melhores colocações no processo seletivo.rnrnrnrnrnAlém do curso superior de Ciências de Dados e Inteligência Artificial, a instituição fornecerá também um auxílio financeiro mensal e moradia no Rio de Janeiro.rn “Por um momento, não acreditei que tinha passado. Foi uma surpresa e uma alegria imensa quando tive certeza. Perceber algo que antes era tão distante da realidade se tornando possível, é fantástico”, diz a jovem.rnrnrnrnrnA estudante é filha de cafeicultores, mora na área rural do município de Jaboti, e foi aluna da rede estadual de ensino desde a infância.rnrnrnrnrnIncentivos fizeram a diferençarnrnrnrnrnSegundo Paula, o incentivo dos pais e de professores foi fundamental para que ela pudesse se desenvolver e se dedicar aos estudos.rn”Eu sempre gostei de estudar, de aprender e de entender como as coisas funcionam. Então, ao longo da minha trajetória escolar, cada evolução e resultado positivo sempre me motivava para buscar mais e melhorar sempre”, afirma.rnrnrnrnrnrnrnSegundo Paula, o apoio e incentivo da família foi fundamental — Foto: Arquivo PessoalrnrnrnrnrnrnSegundo Fernanda Siqueira, diretora do Colégio Estadual Júlia Wanderley, onde a jovem estudou desde o sexto ano, a aluna se destacou como uma das mais inteligentes e dedicadas que passaram pela instituição.rn”Com certeza ela será incentivo para outros alunos, pois todos puderam ver o resultado da dedicação e esforço desta aluna brilhante”, afirma a diretora.rnrnrnrnrnA jovem conta que tem afinidade com a área das ciências exatas, o que a motivou na hora de escolher o curso.rnrnrnrnrnrnJovem irá estudar na Fundação Getúlio Vargas — Foto: Reprodução/ TV GlobornrnrnrnrnrnrnrnEm 2021 apenas 6% dos estudantes do terceiro ano do Ensino Médio na rede estadual de ensino tiveram aprendizado considerado adequado em matemática — Foto: Reprodução/RPCrnrnrnrnrnrnAluna destaquernrnrnrnrnConforme a diretora da escola onde Paula estudou, a jovem se destacou também nas competições interescolares.rnrnrnrnrnPor dois anos seguidos a aluna levou a medalha de ouro na pré-seleção para as Olimpíadas Internacionais de Matemática (OBM).rnrnrnrnrnEla também recebeu menção honrosa na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMPE) de 2017, 2018 e 2019.rnrnrnrnrnAlém disso, a jovem ganhou a medalha de prata na OBMPE em 2021, ficou em segundo lugar no Concurso Redação Paraná Nota 10 – Agrinho e recebeu a medalha Futuro Cientista na Olimpíada Brasileita de Bioteconlogia (OBBiotec).rn”No ensino fundamental eu estudava bastante fora da escola para as olimpíadas extracurriculares, mas também aprendia muito por meio de vídeos e documentários, sem necessariamente estar estudando conteúdos específicos”, explica a estudante.rnrnrnrnrnDe acordo com Paula, a estratégia mudou no Ensino Médio, quando passou a dedicar todo o o tempo livre que tinha para a preparação para as provas e vestibulares.rnrnrnrnrn”Foi um período de muita dedicação e evolução”, lembra.rnrnrnrnrnPara os estudantes que ainda estão se preparando, a jovem deixa uma dica.rn”Tente levar o aprendizado e o estudo de forma que não seja um castigo. Procure diferentes formas de aprender e a que você mais se adapta”, afirma.rnrnrnrn 

Fonte: G1

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