A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar um suposto crime de peculato e apropriação indébita praticado por uma funcionária do Cartório Ritti, em Santo Antônio da Platina. Segundo informações, o desvio era praticado no setor de títulos e protestos, e ultrapassou a quantia de R$ 150 mil.rnConforme apurado pela reportagem, no início de dezembro do ano passado um dos gerentes do Banco do Brasil questionou o Cartório Ritti sobre o problema, após o banco ter sido procurado por clientes que reclamaram da demora da agência em baixar títulos protestados pagos ao tabelionato. Na ocasião, a então funcionária – que não teve o nome divulgado porque o caso corre em segredo de justiça – justificou ao gerente que a empresa passava por reformas em sua estrutura predial, o que teria causado problemas no sistema de informática utilizado nas transações. Entretanto, dias após o problema voltou a se repetir com outros clientes e o esquema criminoso acabou sendo descoberto.rnEm contato com o titular da Serventia Extrajudicial de Tabelionato de Notas e Protestos da Comarca de Santo Antônio da Platina, José Arthur Ritti Ricii – proprietário do cartório, o gerente do Banco do Brasil o informou que o valor referente aos títulos pagos pelos clientes da agência ao tabelionato seria de R$ 8.148,38, porém, ao final do levantamento a quantia totalizou R$ 151.234,38.rnDiante das evidências, a funcionária teria confirmado o desvio de dinheiro ao tabelião, revelando, inclusive, detalhes sobre a forma como agia para não levantar suspeitas.rnProcurado pela reportagem, Ritti confirmou as informações. No entanto, evitou comentar o assunto e disse que só irá se pronunciar depois que o inquérito policial que investiga o caso for concluído. O tabelião lamentou a atitude da funcionária e disse que também foi vítima no esquema. Conforme garantiu, 80% do valor desviado através de títulos pagos ao cartório já foram quitados com o Banco do Brasil.rn
Fonte: Luiz Guilherme Bannwart – Tanosite – foto: Antônio de Picolli

























