Dados da Secretaria de Estado de Saúde confirmam um aumento de internamentos de pacientes de Covid-19 nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) nos últimos quatro meses no Paraná. Neste período, as internações aumentaram 84%, passando de 1016 em novembro para 1872 no mês de fevereiro. Houve também uma mudança clara no perfil dos internados, com crescimento expressivo principalmente entre os mais “jovens”, entre 31 e 60 anos, revelando que as novas cepas do coronavírus atingem em cheio faixas etárias que antes eram consideradas “mais seguras”.rnrnrnNos últimos quatro meses, os internamentos de contaminados entre 31 e 40 anos triplicaram, passando de 42 para 129. Nos casos do doentes entre 51 e 60 anos, os internamentos mais que dobraram, passando de 168 para 361; entre os pacientes entre 41 e 50 anos, as hospitalizações de paranaenses também mais que dobraram, passando de 93 em novembro para 208 em fevereiro.rn rnEnquanto isso, as faixas etárias antes consideradas com risco maior de hospitalização também registraram aumento, porém menos significativo. As internações de idosos entre 61 e 70 anos aumentou 86% de novembro do ano passado para fevereiro de 2021, passando de 258 para 481. No mesmo período, as hospitalizações de paranaenses entre 71 e 80 anos cresceram 66%, passando de 248 para 413. Os pacientes internados entre 81 e 90 anos passaram de 159, em novembro, para 211 em fevereiro, um crescimento de 32%.rnO secretário de Estado de Saúde, Beto Preto, e o diretor de Gestão em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Vinícius Filipak, têm repetido nos últimos dias que as novas cepas, mais virulentas e com agravamento mais rápido, também aumentaram o tempo de internação do pacientes, passando da média de 11 para 14 dias, o que aumenta ainda mais a pressão sobre o sistema de saúde. “É a maior emergência da história moderna da saúde pública mundial. É a maior ocupação na história da pandemia no Paraná. Nunca tivemos tantos pacientes internados e a taxa de mortalidade aumentou. Mesmo que tivéssemos leitos infinitos, 10% das pessoas (infectadas) terão que internar e 25% delas irão a óbito”, alertou Filipak.rn rnNovas cepasrnA Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou na semana passada que há no Paraná e em várias regiões do País variantes do novo coronavírus em plena circulação. No Estado, segundo o estudo, 70,4% das 216 amostras de RT-PCR com grande carga viral enviadas para a instituição estão relacionadas à variante P1, identificada no Amazonas. O novo protocolo, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, foi utilizado nas unidades de apoio ao diagnóstico para avaliação de cerca de mil amostras nos estados de Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A avaliação contou com o apoio do Ministério da Saúde. O protocolo detecta a mutação comum em três das variantes: P1, identificada inicialmente no Amazonas; B.1.1.7, no Reino Unido; e B.1.351, na África do Sul. Segundo o estudo, no entanto, há indicativos de que a prevalência que está sendo observada nos estados esteja associada à P1, uma vez que as outras duas variantes não têm sido detectadas de forma expressiva no Brasil.rn rnMédia mensal de casos em crianças mais que dobrou no Pequeno PríncipernA média mensal de casos confirmados de Covid-19 em crianças e adolescentes mais que dobrou no começo de 2021 em relação ao ano passado no Hospital Pequeno Príncipe, hospital referência em pediatria em Curitiba. Enquanto em 10 meses de pandemia em 2020, 311 pacientes tiveram confirmação para coronavírus, uma média de 31 ao mês, em janeiro e fevereiro de 2021 foram 145 confirmações, uma média de 72,5 mensais. Um aumento de 133%.rnA média mensal de casos supeitos de coronavírus atendidos no Hospital Pequeno Príncipe subiu 159%, passando de 162 no ano passado para 420 neste ano. O número de internações é menor em termos absolutos, o que pode indicar que os casos de Covid-19 estão menos graves entre crianças e adolescentes. Contudo, se a média for analisada a cada dois meses, há um aumento de 13%,rn rnEm 2020, o hospital pediátrico registrou 5 mortes por covid-19. Neste ano, uma criança morreu.rnSegundo a assessoria de imprensa do hospital, há um aumento da procura no pronto-atendimento nas últimas semanas com o avanço da pandemia, mas o crescimento não tem refletido nas internações, tanto na enfermaria quanto nas UTIs.rnPERFIL ETÁRIO DOS INTERNAMENTOS EM UTI POR COVID – 19rnrn rn rn rn rn Faixa etáriarn rn rn Julho/20rn rn rn Novembro/20rn rn rn Fevereiro/21rn rn rn Variação em 3 mesesrn rn rn rn rn Casosrn rn rn % do totalrn rn rn Casosrn rn rn % do totalrn rn rn Casosrn rn rn % do totalrn rn rn variação de nov/20 a fev/21rn rn rn rn rn 0-10rn rn rn 0rn rn rn 0,0%rn rn rn 1rn rn rn 0,1%rn rn rn 1rn rn rn 0,1%rn rn rn 0%rn rn rn rn rn 11-20rn rn rn 7rn rn rn 0,6%rn rn rn 8rn rn rn 0,8%rn rn rn 7rn rn rn 0,4%rn rn rn -12,50%rn rn rn rn rn 21-30rn rn rn 21rn rn rn 1,9%rn rn rn 20rn rn rn 2,0%rn rn rn 34rn rn rn 1,8%rn rn rn 70,00%rn rn rn rn rn 31-40rn rn rn 53rn rn rn 4,7%rn rn rn 42rn rn rn 4,1%rn rn rn 129rn rn rn 6,9%rn rn rn 207,14%rn rn rn rn rn 41-50rn rn rn 91rn rn rn 8,1%rn rn rn 93rn rn rn 9,2%rn rn rn 208rn rn rn 11,1%rn rn rn 123,66%rn rn rn rn rn 51-60rn rn rn 192rn rn rn 17,1%rn rn rn 168rn rn rn 16,5%rn rn rn 361rn rn rn 19,3%rn rn rn 114,88%rn rn rn rn rn 61-70rn rn rn 277rn rn rn 24,6%rn rn rn 258rn rn rn 25,4%rn rn rn 481rn rn rn 25,7%rn rn rn 86,43%rn rn rn rn rn 71-80rn rn rn 284rn rn rn 25,2%rn rn rn 248rn rn rn 24,4%rn rn rn 413rn rn rn 22,1%rn rn rn 66,53%rn rn rn rn rn 81-90rn rn rn 165rn rn rn 14,7%rn rn rn 159rn rn rn 15,6%rn rn rn 211rn rn rn 11,3%rn rn rn 32,70%rn rn rn rn rn 91 e acimarn rn rn 35rn rn rn 3,1%rn rn rn 19rn rn rn 1,9%rn rn rn 27rn rn rn 1,4%rn rn rn 42,11%rn rn rn rn rn TOTALrn rn rn 1125rn rn rn 100%rn rn rn 1016rn rn rn 100%rn rn rn 1872rn rn rn 100%rn rn rn 84,25%rn rn rn rn rn Fonte: Sistema Estadual de Regulação 02/03/2021rn rn rn rnrnrnrn
Fonte: Josianne Ritz/Bem Paraná – Foto: Geraldo Bubniak/AN-PR

























