Do G1rnO Ministério Público do Paraná (MP-PR) arquivou um inquérito sobre a suspeita de que três homens exigiram R$ 50 mil para não divulgar vídeos da prisão do ex-BBB Diego Alemão após um acidente de trânsito, em Curitiba.rnrnrnO arquivamento ocorreu na quinta-feira (24) por determinação da promotora Karla Giovanna da Silva Freitas Violato. Ela apontou a ausência de provas suficientes da prática dos crimes de extorsão e associação criminosa.rnrnrnNesta segunda-feira (27), o juiz José Orlando Cerqueira Bremer, da 4ª Vara Criminal de Curitiba, homologou o arquivamento do processo e revogou as medidas contra três homens. Eles foram indiciados pela Polícia Civil, em 3 de julho, pelos dois crimes e também por fraude processual.rnrnrnO caso aconteceu no dia 18 de abril. Alemão foi preso após bater o carro no veículo de um motorista de aplicativo. Ele foi solto no dia seguinte após pagar fiança de R$ 7 mil.rnrnrnDaniel Alves, testemunha que gravou os vídeos da prisão de Diego, e os advogados Maurício Tesserolli e Walter Fontes chegaram a ser presos suspeitos de tentar extorquir dinheiro do ex-BBB, além da oferta de testemunhar a favor de Alemão. Eles estavam respondendo em liberdade.rnrnrnAo concluir o inquérito, o delegado Marcelo Magalhães Pereira afirmou que havia sido verificado “que de maneira sutil, os advogados, juntamente com seu cliente, deram a entender que caso houvesse o pagamento, não iriam expor ainda mais a outra parte contrária, além de que o cliente, Daniel, passaria a testemunhar a favor de Diego, em evidente tentativa de ludibriar a justiça”.rnrnrnNo arquivamento, a promotora disse que não existem indícios suficientes de grave ameaça como meio para obter vantagem indevida.rnrn”A ameaça de supostamente “expor” a imagem de Diego não restou demonstrada, havendo, tão somente, a palavra da vítima desacompanhada de quaisquer outros elementos de prova”, afirmou a promotora.rnrnNa decisão, o juiz afirmou que além da comprovação da “celebração de pré-acordo entre a suposta vítima e o indiciado Daniel, não foi demonstrada a grave ameaça”.rnrnrn”A palavra da vítima, isolada, é insuficiente para indicar que os indiciados ameaçaram expor sua imagem caso não fosse pago o valor em tese exigido. Por outro lado, também não há indícios mínimos da existência de associação criminosa entre os investigados”, disse o juiz.rnrnrnDiego Alemão foi indiciado pela Polícia Civil por lesão corporal consumada, ameaça, embriaguez ao volante e desacato no dia 22 de maio.rnrnrnrnFraude processualrnrnrnrnO MP-PR entendeu que há conexão entre o crime de fraude processual por suposta alteração de testemunhos de Daniel, que gravou os vídeos da prisão de Diego, com os imputados ao ex-BBB no juízo de delitos de trânsito.rnrnrn”Sendo assim, após a homologação do arquivamento dos crimes de extorsão e associação criminosa por este juízo, pugnamos pela remessa do feito ao juízo de delitos de trânsito onde Diego está sendo processado, para análise da eventual prática do crime de fraude processual”.rnrnrnNa decisão desta segunda, o magistrado encaminhou as informações do suposto crime de fraude processual para análise do juízo de trânsito.rnrnrnrnO que dizem as defesasrnrnrnrnA defesa de Diego Alemão, representada pelo advogado Jeffrey Chiquini, afirmou que discorda, mas respeita a manifestação da promotora.rnrnrn”Na contramão do desejo social e da legislação vigente, que reprova e responsabiliza chantagem”, “acharques” e “acertos”, o Ministério Público entendeu que a exigência indevida para não divulgar vídeos à imprensa, não fornecer provas à justiça e modificar depoimento de testemunha, configura o crime de fraude processual”, disse.rnrnrnPara o advogado, a manifestação da promotora não é uma declaração de inocência dos investigados, mas “conclusão da prática de crime de fraude processual, que é comportamento reprovável, ainda mais quando praticado por advogados, que devem privar pela lisura de seus atos e cumprimento das leis”.rnrnrnAinda segundo a defesa de Diego Alemão, a manifestação da promotora depende de concordância da Justiça para que produza efeitos.rnrnrnO advogado Ygor Salmen, que defende Daniel Alves e Maurício Tesseroli, disse que o parecer do MP-PR reconhece aquilo que há “várias mentiras contadas por pessoas sem qualquer responsabilidade e que buscam fugir de suas responsabilidades”.rnrnrn”Inocentes presos em pleno exercício da profissão, fatos reconhecidos pela OAB, pelos colegas advogados e agora pelo Ministério Público. Sempre alertamos que trabalhar com direito penal exige seriedade e, principalmente, que não estamos em um reality show”, afirmou o advogado.rnrnrnSegundo ele, todos serão responsabilizados pelos crimes e fraudes cometidas nas esferas criminal, cível e administrativa.rnrnrnO G1 tenta contato com a defesa de Walter Fontes.rnrn
Fonte: G1 – RPC – foto: Giuliano Gomes/PRPress

























