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No Paraná, número de pacientes internados em leitos Covid já cresceu 71% desde o começo do ano

A explosão nos diagnósticos de Covid-19 no Paraná nas últimas semanas, que levou a média móvel de casos novos a crescer 1.914,5% na comparação com 14 dias atrás, alcançando a marca de 4.175 registros diários, já começa a refletir na rede hospitalar do estado, com elevação no número de pacientes hospitalizados e na taxa de ocupação dos leitos SUS exclusivos para pacientes com quadros suspeitos ou confirmados de Covid-19.rnNesta segunda-feira (10 de janeiro), a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa-PR) informou haver um total de 467 pessoas em leitos hospitalares (UTI e enfermaria) para pacientes Covid. No dia 1º, contudo, haviam apenas 273 pacientes hospitalizados, o que significa que desde o começo do ano o contingente de pessoas internadas com quadros suspeitos ou confirmados de Covid-19 teve crescimento de 71,06% no Paraná.rnEntre os hospitalizados, o maior aumento nas internações ocorreu justamente no contingente de pessoas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Hoje, por exemplo, haviam 210 pacientes que demandavam cuidados intensivos, o que representa uma alta de 73,6% na comparação com o primeiro dia do ano, quando 121 pessoas estavam nalguma UTI Covid. Com relação aos leitos de enfermaria, por outro lado, o crescimento no número de pacientes internados no período analisado foi de 69,1%, passando de 152 no dia 1º para 257 no dia 10.rnCom a demanda em crescimento, a taxa de ocupação dos leitos Covid também vem subindo, mesmo com a abertura de novos leitos em UTI (30) e em enfermaria (126) nos últimos dias.rnNo dia 1º, 28,3% das UTIs estavam ocupadas, enquanto nas enfermarias a taxa de ocupação era 39,1%. Naquela ocasião, 273 dos 816 leitos Covid disponíveis estavam ocupados, o que dá uma taxa de ocupação de 33,5%.rnNesta segunda-feira, por outro lado, 46% dos leitos em UTI estavam ocupados, enquanto nas enfermarias o porcentual já era de 49,9%. Com isso, 467 dos 972 leitos Covid disponíveis já contavam com algum paciente, o que aponta para uma taxa de ocupação de 48,1%.rnVariante ômicron e surto de gripe pressionam o sistemarnA alta na demanda por atendimento e hospitalizações está relacionada à maior circulação e aumento no contágio pelo coronavírus e pelo influenza (vírus da gripe) no final do ano passado, quando foram realizadas muitas reuniões familiares, festas e confraternizações típicas do final de ano. Uma situação que já era, nalguma medida, esperada, como apontava o infectologista Marcelo Ducroquet, professor do curso de Medicina da Universidade Positivo (UP), em entrevista concedida ao Bem Paraná no final do ano passado.

Fonte: Bem Paraná

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