Nem futebol, nem vôlei, nem basquete, nem handebol. Muitas escolas estaduais por todo o Paraná optaram por esportes diferentes para atrair a participação dos alunos nas atividades do Programa Aula Especializada de Treinamento Esportivo – proposta que incentiva o acesso a várias modalidades esportivas, prepara para campeonatos e também revela talentos.rnO Programa Aula Especializada de Treinamento Esportivo começou em 2013 com 943 escolas. Em 2014 já são quase 1,4 mil escolas que têm projetos esportivos. rnNo Colégio Estadual Davi Carneiro, em Guapirama, no Norte Pioneiro, a novidade é o tchoukball, uma espécie de handebol em que os times pontuam ao acertar um quadro de remissão, placa aramada em que a bola bate e retona. “Escolhemos o tchoukball por ser uma modalidade diferente, em que não há contato físico, é tranquila e permite a participação de todos”, conta a professora Iraci Gomes. rnO aluno do 1º ano do ensino médio, William Lopes Luis, 15 anos, só viu vantagens com o esporte diferente. “Tem que se movimentar muito, correr, ter estratégia, os passos não são complicados de aprender. Aprendemos e ao mesmo tempo nos divertimos. Fazemos novas amizades e professora ajuda bastante”, disse.rnO sucesso foi tanto que até mesmo os alunos das séries regulares resolveram praticar a modalidade nas aulas de Educação Física. As escolas da região que treinam a modalidade de tchoukball já estão pensando em realizar um campeonato entre elas. rnA escola também oferece as modalidades de futebol, vôlei e xadrez. A hora-treinamento veio para aprimorar a qualidade das aulas. “O aluno tem a oportunidade de aperfeiçoar a disciplina da grade comum. O treinamento vai melhorar a sua aptidão e proporcionar um rendimento maior. De repente, da própria escola sai um talento esportivo”, explicou o diretor Carlos Bertoli.rnNo Colégio Estadual Segismundo Antônio Netto, em Siqueira Campos, também no Norte Pioneiro, foi a ginástica artística que conquistou os alunos. “Sempre gostei de esportes, fiz vários, mas apareceu a oportunidade de um esporte diferente. Já tinha ouvido falar, mas nunca tinha visto como que era e decidi fazer. Trabalhamos muito com o nosso corpo e ajuda muito no nosso dia a dia. Não ficamos travados”, contou a aluna do 7º ano do ensino fundamental Isadora Marques, 11 anos. rnAs atividades acabam refletindo de maneira positiva para a aprendizagem dos alunos. “Os alunos têm este tempo exclusivo para o treinamento esportivo, que contribui com a parte pedagógica dos alunos em sala de aula. Eles ficam mais motivados para os estudos, para fazer as atividades acadêmicas também. A atividade acabou com o tempo ocioso, além de ser boa para a saúde deles”, explicou a coordenadora de curso, Angelina Bassani.rnPETECA – Em 2014, a Secretaria da Educação ampliou a hora treinamento para diversas modalidades esportivas. Uma delas é a peteca – um esporte genuinamente brasileiro. Segundo o presidente da Federação Paranaense de Peteca, Mauro Ida, a parceria é um projeto é inovador que ajuda a desenvolver o esporte. “O Brasil é conhecido como o ‘País do Futebol’ e a segunda modalidade é o vôlei. Os outros esportes ficam mais ou menos relegados. A principal meta da Federação Paranaense é divulgar o esporte e buscamos fazer ações nas escolas para que os alunos tenham acesso ao conhecimento da peteca e se identifiquem com ela. A peteca não é um esporte curricular, mas visto como lazer”, explicou.rnPROGRAMA –Além de proporcionar aos estudantes acesso aos vários tipos de esporte, os professores de Educação Física podem dedicar a hora-treinamento para descobrir talentos esportivos e também preparar os alunos para participar de jogos e campeonatos, como os Jogos Escolares do Paraná e competições nacionais.rnEntre as modalidades inscritas estão futsal, futebol de campo, voleibol, vôlei de areia, atletismo, tênis de mesa, xadrez, handebol, basquetebol, badminton, peteca, ginástica olímpica, rítmica e localizada, natação, remo, tchoukball, artes marciais, corrida de orientação e ciclismo.
Fonte: AEN

























