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PM prende vereadores por desacato após confusão com promotor

Os vereadores Genivaldo Marques (PSDB) e Rudinei Esteves (PMDB) foram presos na noite de domingo (6), pelo crime de desacato à autoridade, em Santo Antônio da Platina. Os parlamentares são acusados de desobedecerem a uma determinação policial, e de tentarem intimidar o promotor de Justiça Diego André Coqueiro Barros.rnDe acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, a confusão ocorreu em um bar na rua Ivo Farto Brito, no Jardim Moralina, em frente à casa do promotor de Justiça, onde segundo ele, um grupo de pessoas promovia gritaria, algazarra e soltavam fogos de artifício em comemoração ao resultado de partida de futebol.rnAinda de acordo com o documento, o promotor de Justiça também teria recebido mensagens de vizinhos o informando que além da perturbação de sossego, algumas pessoas faziam uso de entorpecente no local.rnO representante do Ministério Público então tentou conversar de forma amistosa com proprietário do bar, porém, segundo ele, foi repreendido por um dos clientes do estabelecimento e acionou a PM.rnUma equipe do Serviço de Inteligência (P2) da 4ª Companhia chegou ao local logo em seguida, e deu voz de abordagem a todos que estavam no bar. A ordem foi acatada, exceto pelo vereador Rudinei Benedito Esteves (PMDB), o “Rudi”, que segundo os policiais, passou a desacatá-los dizendo que era autoridade máxima no local e que levaria a situação ao conhecimento de um deputado para que fossem tomadas as devidas providências contra os militares.rnEsteves recebeu voz de prisão por desobediência, e quando ele era conduzido ao camburão na presença do promotor de Justiça Diego Coqueiro Barros, o também vereador Genivaldo Marques (PSDB) tentou tumultuar a situação, segundo a PM, questionando o tratamento dos policiais ao companheiro que possui imunidade parlamentar. Marques exigiu respeito, e em tom de ameaça teria falado que pediria a transferência dos militares a um deputado.rnDiante dos fatos, o parlamentar também recebeu voz de prisão do promotor de Justiça Diego Coqueiro Barros, que determinou a condução dos políticos à 38ª Delegacia Regional de Polícia, onde eles assinaram um Termo Circunstanciado (TC) e foram liberados.rnrnOutro ladornProcurado pela reportagem, o vereador Rudinei Esteves negou ter havido excesso de sua parte. Segundo ele, os policiais militares envolvidos na ocorrência foram ríspidos e ofenderam a todos que estavam no bar. “O promotor (Diego Coqueiro) havia acabado de enviar uma mensagem ao dono do bar pedindo a ele para conter os ânimos de seus clientes. Tinha família no local, inclusive a minha. Estávamos todos comemorando o resultado do jogo de forma natural, sem excessos. Foi quando dois policiais chegaram exaltados, e um deles xingou todo mundo de vagabundo, ordenando que puséssemos as mãos na parede. Não concordei com a forma como ocorreu a abordagem e agi em defesa dos cidadãos que ali estavam”, justificou. “Insisti com os questionamentos aos policiais, e um deles me deu voz de prisão”, concluiu.rnGenivaldo Marques disse que citou o nome de um deputado como aliado para resolver a situação, e jamais para intimidar os policiais ou o promotor de Justiça Diego Coqueiro Barros. “Assim como eles, também somos autoridades no município e merecemos respeito. A intenção era solucionar o problema. Da mesma forma que o promotor recorreu à força policial, a minha intenção era entrar em contado com o deputado do nosso grupo político”, defende-se. “A PM e o promotor alegam abuso de autoridade da nossa parte, mas será que da parte deles isso não ocorreu?”, questiona o vereador.rnOs parlamentares disseram que pretendem denunciar os policiais militares envolvidos na ocorrência e o promotor Diego Coqueiro Barros pelo crime que de abuso de autoridade, o mesmo o qual foram acusados.

Fonte: Luiz Guilherme Bannwart – Tanosite / Fotos: Thanillo Araújo NPTV

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