O deputado estadual eleito Márcio Pauliki (PDT) e os reeleitos Péricles de Holleben Mello (PT)e Plauto Miró Guimarães (DEM) vão agendar uma reunião, possivelmente para a próxima semana, com o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE), Artagão de Mattos Leão, e demais conselheiros para discutirem o limite prudencial dos municípios que está comprometido em função dos salários dos médicos plantonistas estarem inseridos na folha de pagamento, inviabilizando as contratações das prefeituras e as funções dos prefeitos. A temática foi abordada durante encontro realizado ontem, em Arapoti, pela Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) e pela Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi) com os deputados federais e estaduais da região.rn“Vamos discutir o assunto com o TCE para resolver esse problema que tem impacto em várias cidades da região”, diz Márcio Pauliki. Conforme o deputado Plauto as dificuldades são de todos os municípios quanto à prestação de contas e a liberação das certidões junto ao TCE. O encontro entre prefeitos da AMCG e deputados eleitos pela região serviu ainda para apresentação das propostas dos parlamentares pelos Campos Gerais. Todos os presentes firmaram compromisso pela região e agradeceram os votos conquistados nos municípios que a compõe. Os deputados também solicitaram o apoio dos prefeitos para algumas bandeiras, que necessitam de “força política”.rnrnO primeiro a se pronunciar foi o deputado estadual Plauto Miró Guimarães que antecipou as negociações para compor uma chapa pela mesa diretora da Assembléia Legislativa, com a presidência sob seu comando. “Estamos montando uma chapa. Já com o apoio do PT e do PDT. Queria somar forças para isso, pois quem ganha com um consenso é a população, já que desta maneira não há desgastes políticos”, disse. Conforme Plauto, ele irá continuar com a mesma política de transparência e economia na Assembléia, para que os recursos continuem a ser devolvidos ao Governo do Estado e sejam revertidos aos municípios, através do Plano de Atendimento aos Municípios (PAM), por exemplo.rnrnDa Assembléia Legislativa, o deputado Péricles de Holleben Mello solicitou a soma de esforços dos prefeitos pela cobrança junto ao Governo do Estado pela duplicação da rodovia entre os municípios de Piraí do Sul e Jaguariaíva. Além desta obra, Péricles pretende também colocar em funcionamento o Museu de Vila Velha. O deputado citou também que a discussão pela Agência de Desenvolvimento Regional dos Campos Gerais deve voltar a ser discutida.rnAlém de analisar os tributos municipais, o deputado estadual eleito Marcio Pauliki se comprometeu a lutar por investimentos de qualidade pela região dos Campos Gerais. “Não somente com a vinda de grandes indústrias. Vamos estimular aquelas empresas com 100 funcionários, por exemplo, que às vezes trazem muito mais benefícios. Hoje há uma inversão de valores. Temos que pensar em crescimento sim, mas com planejamento”, avalia. Ele afirmou que vai abrir, em Ponta Grossa, um Centro de Estudos Técnicos (CET), com o objetivo de apoiar os prefeitos da região em relação à demanda de projetos para a atração de investimentos junto ao governo do Estado e Federal (por intermédio dos deputados federais).rnO deputado federal Sandro Alex firmou novamente compromisso pela região. Ele citou sua luta pela inclusão do Contorno Norte no PAC 3 e também o centro de Oncologia dos Campos Gerais. Para reforçar seus projetos, o parlamentar convidou os prefeitos a participar de um encontro em Brasília nas próximas semanas que irá discutir o orçamento impositivo. Da base governista, o deputado federal eleito Aliel Machado citou o momento que o Brasil está passando após as eleições. “Temos que fortalecer o elo entre as esferas de governo. A presidente Dilma irá governar para todos. E eu serei uma voz da região no Governo”, garantiu, citando os recursos da região, que até agora foram menores que em outras partes do país, devido a falta de esforços e união.rnCrise pauta discussõesrnAntes do início do contato com os deputados, os prefeitos da AMCG discutiram as medidas para fechar as contas de final de ano. “Caberá a cada prefeito gerir a sua Prefeitura da melhor maneira possível. Há municípios que dependem única e exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e estão tendo mais dificuldades. Mas todos vão tomar as medidas necessárias para fechar suas contas e garantir o décimo terceiro salário de seus servidores”, disse, citando que a maioria das Prefeituras da região irá aderir ao recesso de 22 de dezembro a 5 de janeiro, e ao corte das horas extras.
Fonte: Portal Ponta Grossa

























