Professores e funcionários da educação pública do Paraná decidiram, em assembleia realizada na Vila Capanema na manhã desta terça-feira (09), terminar a greve de 45 dias. Cerca de 10 mil servidores estiveram no estádio para a votação. Agora, a dúvida dos professores gira em torno do cumprimento das garantias dadas pelo governo Beto Richa para o fim da paralisação. As aulas devem retornar nesta quarta-feira (10).rnSegundo a App-Sindicato, alguns temas foram colocados como determinantes para o fim da paralisação. Entre eles a garantia de não punição aos trabalhadores, a retomada das discussões e negociações para melhorias e garantias salariais, além do não desconto dos dias paralisados. ““Nós sairemos dessa greve de cabeça erguida, com condições de fazer muita luta ainda”, comentou Hermes Leão, presidente do sindicato.rnO projeto de lei enviado ontem pelo governo à Assembleia estabelece o pagamento de reajuste de 3,45%, em parcela única, em outubro, pra todos os servidores. O valor é referente à inflação entre maio e dezembro de 2014. No início do próximo ano haverá reposição integral da inflação de 2015. Hoje, o índice projetado é de 8,37%.rnMeses sem aulasrnEm março deste ano outro movimento dos professores contra decisões tomadas por Beto Richa gerou uma greve de 30 dias. Ao todo, os professore e educadores ficaram 70 dias de braços cruzados.rnrn rn rn rn rn rn rn rn rn Durante a manifestação dos professores mais de 200 pessoas ficaram feridas. Foto Daniel Castellanorn rn rnrnPra ficar pra históriarnA greve dos professores foi marcada pelo “Massacre do dia 29”, ocorrido em abril, quando manifestantes em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) foram agredidos pelas tropas da Polícia Militar. O enfrentamento terminou com mais de 200 professores feridos.rnEntre as consequências dessa “batalha” está a queda do ex-secretário de Segurança Pública Fernando Francischini e também Fernando Xavier Ferreira, responsável pela Secretaria de Educação. À época, Francischini justificou a ação da polícia afirmando a presença de “black blocks” entre os professores.
Fonte: Paraná Online

























