Ser comissária de bordo, não era exatamente o “sonho de criança” de Luhanna Belasque Sai. Nascida em Quatiguá, Norte Pioneiro do Paraná, a jovem de 25 anos, vive em Curitiba desde 2013 e as aspirações eram outras. Como já era técnica em estética, o projeto era investir nesta carreira, iniciando faculdade na área. Mas há um ano e meio tudo mudou. Mudou como os ventos que tanto imperam no lida da aviação. Com personalidade forte e muita força de vontade, seus rumos mudaram para a carreira de Comissária de Bordo. rnrnO irmão Kauann, Luhanna, o marido Junior e os pais Márcia e Osvaldorn rnCom o apoio irrestrito dos pais, Osvaldo e Márcia, da família, amigos e principalmente do marido Junior Bacellar, Luhanna enfrentou todo tipo de desafio, como decepções com o início do curso, entre outras dificuldades. Disciplina, coragem e determinação não faltaram para a jovem Quatiguaense desbancar dezenas de candidatas a um dos cargos mais cobiçados e sonhados do mundo. rnSer Comissária de Bordo, é uma profissão com uma infinidade de exigências como altura mínima, beleza e personalidade tranquila.rnDepois de várias fases do curso, provas, entrevistas, Luhanna passou na avaliação mais difícil que é uma rigorosa prova da ANAC, para a licença chamada CHT(Certificado de Habilitação Técnica) e depois ser aceita pelas companhias. E depois de todas essas batalhas, Luhanna Belasque foi contratada pela empresa Azul Linhas Aéreas Brasileiras . Continuou seus treinamentos e intenso estudo com muitas horas de aulas práticas e teóricas, sobre primeiros socorros, sobrevivência, Embraer, procedimentos de rotina, serviço de bordo, etc.rnrnTodo o caminho até sua formatura, que é o recebimento de um broche em formato de “asinha”, um tipo de diploma do curso, foi relatado em sua página do Facebook. Idas e vindas, conquistas e a felicidade de conseguir determinar suas metas, mesmo com acontecimentos tão tristes como a perda das avós materna e paterna, num mesmo mês, que “tirou o seu chão”. rnrnApoio e determinação neste momento foi primordial, e a força constante da mãe Márcia a fez batalhar mesmo com o coração em pedaços. “Faz da tristeza confete, joga pro ar e deixa o vento levar pra longe, longe.”, postou a Comissária, se referindo às perdas familiares. rnrnPerfil de AeromoçarnTalvez, é este mesmo o perfil que as companhias aéreas desejam ter em suas equipes, um “jogo de cintura” para a vida, espírito de servir, coragem, muita coragem.rnA família Belasque e Sai e a comunidade de Quatiguá se orgulha de sua filha “Aeromoça”, sim aeromoça é a antiga denominação, coberta de todo o glamour próprio da profissão. Parabéns Luhanna Belasque Sai, a primeira Comissária de Bordo de Quatiguá. rnA cidade não tem aeroporto, porém exporta, de avião ou não, muitos talentos para todos os cantos do Brasil.rnrn rn
Fonte: Texto: Simone Chiusoli – fotos: acervo Facebook

























