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Quinze mudanças que nos fizeram humanos

 rnMudanças genéticas em ancestrais humanos determinaram “vantagens” na vida moderna.rnrnOs humanos são provavelmente a espécie mais rara que já existiu.rnTemos cérebros muito maiores que os de outros animais e que nos permitem construir utensílios, entender conceitos abstratos e usar a linguagem.rnMas também temos poucos pelos, mandíbulas fracas e demoramos para dar à luz.rnComo a evolução explica essa criatura extravagante?rn1. Viver em grupornHá 30-60 milhões de anosrnOs primeiros primatas, grupo que inclui macacos e humanos, surgiram pouco depois do desaparecimento dos dinossauros. Muitos começaram rapidamente a viver em grupos para melhor se defenderem de predadores, e isso exigiu de cada animal “negociar” uma rede de amizades, hierarquias e inimizades.rnSendo assim, viver em grupo pode ter impulsionado um aumento da capacidade intelectual.rn2. Mais sangue no cérebrornHá 10-15 milhões de anosrnHumanos, chimpanzés e gorilas descendem todos de uma espécie desconhecida e extinta de hominídeo.rnNeste ancestral, um gene chamado RNF213 evoluiu rapidamente e pode ter estimulado o fluxo de sangue para o cérebro ao ampliar a artéria carótida.rnNos humanos, as mutações do RNF213 causam a doença de Moyamoya – um estreitamento da carótida que leva ao deterioramento da capacidade cerebral por conta da pouca irrigação do cérebro.rnrn3. A divisão dos primatasrnHá 7-13 milhões de anosrnNossos ancestrais se separaram de seus parentes parecidos com os chimpanzés há cerca de 7 milhões de anos. No início, tinham uma aparência bem similar, mas por dentro suas células estavam em marcha.rnOs genes ASPM e ARHGAP11B entraram em mutação, assim como um segmento do genoma humano chamado HAR1.rnAinda não está claro o que provocou essas modificações, mas o ARHGAP11B e o HAR1 estão associados ao crescimento do córtex cerebralrn4. “Picos” de açúcarrnDepois que a linha evolutiva humana se separou da linha dos chimpanzés, dois genes sofreram mutações.rnHá menos de sete milhões de anosrnO SLC2A1 e o SLC2A4 formam proteínas que transportam glicose para dentro e para fora das células.rnEssas modificações podem ter desviado glicose dos músculos para o cérebro de hominídeos primitivos e é possível que tenha estimulado o crescimento do órgão.rn5. Mãos mais hábeisrnNossas mãos são incrivelmente hábeis e nos permitem construir ferramentas ou escrever, entre outras atividades.rnHá menos de 7 milhões de anosrnIsso pode se dever em parte a um fragmento de DNA chamando HACNS1, que evoluiu rapidamente desde que nossos ancestrais e os ancestrais dos chimpanzés se dividiram.rnNão se sabe o que o HACNS1 faz exatamente, mas ele contribuiu para o desenvolvimento de nossos braços e mãos.rn6. Mandíbulas fracas: mais espaço para o cérebrornEm comparação com outros primatas, os humanos não podem morder com muita força porque têm músculos mais fracos em volta da mandíbula, bem como mandíbulas menores.rnHá 2,4 – 5,3 milhões de anosrnIsso parece se dever a uma mutação do gene MYH16, que controla a produção de tecido muscular.rnA mutação ocorreu há pelo menos 5 milhões de anos. Mandíbulas pequenas podem ter liberado espaço para o crescimento do cérebro.rn7. Dieta variadarnNossos ancestrais primatas mais antigos comiam principalmente frutas, mas espécies posteriores como o Australopithecus ampliaram seu cardápio.rnHá 1,8 – 3,5 milhões de anosrnAlém de se alimentar com uma variedade maior de plantas, como ervas, comiam mais carne e inclusive a cortavam com ferramentas de pedra.rnMais carne levou ao consumo de mais calorias e menos tempo de mastigação.rn8. Pelado, nu com a mão no bolsornOs humanos são quase pelados. Não se sabe a razão, mas isso ocorreu entre 3 e 4 milhões de anos atrás.rnHá 3,3 milhões de anosrnSuspeita-se que a perda de pelos tenha ocorrido em resposta à evolução de parasitas como carrapatos.rnExposta ao sol, a pele humana escureceu e a partir de então todos nossos ancestrais foram negros até que alguns humanos modernos deixaram os trópicos.rn9. Um gene de inteligênciarnHá 3,2 milhões de anosrnUm gene chamado SRGAP2 foi duplicado três vezes em nossos ancestrais e, como resultado, células cerebrais teriam desenvolvido mais conexões.rn10. Cérebros maiores: primatas pensantesrnOs humanos pertencem a um grupo ou gênero de animais conhecido como Homo. O fóssil mais antigo de Homo foi escavado na Etiópia e tem 2,8 milhões de anos.rnHá 2,8 milhões de anosrnA primeira espécie foi possivelmente o Homo habilis, embora cientistas discordem deste argumento.rnEm comparação com seus ancestrais, esses novos hominídeos tinham cérebros muito mais grandes.rn11. Parto complicado: uma cabeça muito grandernPara os humanos, o parto é mais difícil e perigoso.rnHá pelo menos 200 mil anosrnDiferentemente de outros primatas, as mães quase sempre precisa de ajuda.rnCaminhar sobre duas pernas fez com que as fêmeas humanas tenham um canal pélvico mais estreito e passagem de um bebê humano com a cabeça maior de seus ancestrais ficou dificultada.rnPara compensar esse “problema logístico”, bebês humanos nascem pequenos e indefesos.rn12. Controle do fogornNinguém sabe quando os humanos aprenderam a controlar o fogo.rnHá 1 milhão de anosrnA evidência mais antiga do uso do fogo está na Caverna de Wonderwerk, na África do Sul, que contém cinzas fossilizadas e ossos queimados datando de um milhão de anos.rnMas alguns especialistas afirmam que o fato de homem já ser capaz de processar alimentos há mais tempo do que isso poderia incluir o ato de cozinhar.rn13. O dom da falarnTodos os grandes hominídeos têm sacos de ar em seus tractos vocais, o que lhes permite emitir fortes gritos.rnHá 600 mil – 1,6 milhão de anosrnMas não os humanos, porque essas bolsas fazem impossível produzir diferentes sons.rnNossos ancestrais aparentemente perderam os sacos de ar antes de se separar em termos evolucionários da espécie Neanderthal, o que sugere que eles também podiam falar.rn14. Um gene para a linguagemrnAlgumas pessoas têm uma mutação em um gene chamado FOXP2.rnHá meio milhão de anosrnComo resultado, custa a elas entender gramática e pronunciar palavras.rnIsso sugere que o FOXP2 é crucial para aprender o uso da linguagem.rn15. Saliva reforçada para comer carboidratosrnA saliva humana contém uma enzima chamada amilasa, fabricada pelo gene AMY1, e que digere amidos.rnHumanos descendentes de agricultores têm mais cópias do gene AMY1rnOs humanos modernos cujos ancestrais foram agricultores têm mais cópias do AMY1 que aqueles cujos ancestrais era caçadores, por exemplo.rnEste reforço digestivo pode ter ajudado a dar início ao cultivo, aos povoados e às sociedades modernas.rnrn 

Fonte: BBC

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