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Servidoras envolvidas em suposto abuso de vereador de Ibiporã serão ouvidas na sexta pela Comissão de Ética

rnA Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Ibiporã vai ouvir, na sexta-feira  (24), a partir das 8h30, as servidoras municipais Daniella Novi e Tissiane Soares Seixas de Mattos, dentro do processo que investiga o vereador Gilson Mensato (PL) por suposto abuso de autoridade. rnDe acordo com a denúncia acatada pela comissão, o parlamentar teria pressionado as funcionárias da Vigilância Sanitária do município por uma vistoria feita em uma padaria da cidade em dezembro de 2022.rnrn rnrnO caso foi enviado para a Comissão de Ética por determinação da Mesa Diretora da Câmara, com base em um relato da secretária de Saúde, Leilane Lopes Vilar, sobre a reunião entre o vereador e as servidoras. O advogado de defesa de Mensato, Jordan Rogatte Moura, afirma que há vício de nulidade na iniciativa, uma vez que o processo começou não por representação contra o parlamentar, mas por um mero ofício do Executivo.rnA reunião do vereador com as funcionárias municipais foi registrada em ata. No documento, consta que o parlamentar quis saber os motivos de fiscalização e autuação a uma padaria de Ibiporã que pertence a “seu amigo”. As funcionárias esclareceram que o estabelecimento comercial cometeu infração por não cumprir obrigações dentro do prazo da lei e, em seguida, ele questionou se a Vigilância Sanitária poderia fazer fiscalizações sem autorização, ao que as servidoras responderam em quais ocasiões isso poderia ser feito, devido ao “poder de polícia” dado à autoridade sanitária. A ata termina informando que o vereador disse para “tomar cuidado” com o termo “poder de polícia”.rnrnrnrn rnrnA secretária, então, encaminhou ao Legislativo a ata e o relato das servidoras, argumentando que “o comportamento e a reação alterada do vereador” demonstra “a ingerência política no cumprimento dos deveres dos agentes, causando constrangimento e indignação” aos servidores.rnO ofício da secretária foi tomado pela mesa Executiva como representação contra o parlamentar – conforme constatação do departamento jurídico da Câmara de Ibiporã em parecer sobre quais passos deveriam ser tomados -, iniciando o processo na Comissão de Ética por desígnio dos próprios vereadores.rnO advogado Jordan Rogatte Moura alega que o caso só poderia ser encaminhado para a Comissão de Ética por força de representação de um munícipe, e não por iniciativa de outros vereadores, criando um vício de iniciativa. “A Mesa Diretora da Câmara, ao acolher um ofício desprovido de forma de representação, se tornou a própria acusadora. No devido processo legal, o acusador não pode ser o mesmo que julga. Então, pedimos o afastamento de dois vereadores [Diego Barbosa da Fonseca (PSD) e Augusto Semprebon (PP)], que também compõem a Comissão de Ética, do caso”, afirma. rnEle também nega abuso no comportamento de Mensato. “A reunião entre o vereador e as servidoras foi lavrada em ata, da qual não se extrai nenhum abuso. Mas, depois, veio o relato da secretária, acrescentando alguns fatos [que não estão na ata]. E, no entendimento dela, houve abuso”, diz o advogado. Porém, para ele, há uma inversão de papéis, uma vez que o Executivo estaria “fiscalizando” a fiscalização do parlamentar.rnA reportagem questionou à assessoria de imprensa da Prefeitura de Ibiporã se a secretária de Saúde considera que o vereador extrapolou suas funções parlamentares e se ela teve a intenção de encaminhar representação ao Legislativo contra Mensato. A assessoria respondeu que “a secretária apenas recebeu dos servidores a informação e registrou”.rnrn rnrnA assessoria de imprensa da Câmara de Ibiporã disse que nenhum vereador está comentando o processo da Comissão de Ética. rn

Fonte: jrdiario comLuís Fernando Wiltemburg – Redação Bonde

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