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PF cumpre 110 mandados da 26ª fase da Lava Jato e mira a Odebrecht

A Polícia Federal(PF) cumpre mandados da 26ª fase da Operação Lava Jato desde a madrugada desta terça-feira (22). Cerca de 380 policiais federais cumprem 110 mandados judiciais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Piauí, Minas Gerais, Pernambuco e no Distrito Federal. A atual fase foi batizada de Xepa e tem como alvo o Grupo Odebrecht.rnA nova fase foi deflagrada após a identificação de indícios de que a Odebrecht possuía um departamento responsável por fazer pagamentos de vantagens indevidas a servidores públicos em razão de contratos firmados pela empresa.rnA missão desse departamento, chamado de chamado “setor de operações estruturadas”, era viabilizar, mediante “pagamentos paralelos”, atividades ilícitas realizadas em favor da empresa, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF). rnO setor tinha um sistema informatizado próprio utilizado para armazenar os dados referentes ao processamento de pagamentos ilícitos e para permitir a comunicação reservada entre os executivos e funcionários envolvidos nas tarefas ilícitas, ainda de acordo com o MPF.rnUm outro sistema – no qual os envolvidos usavam codinomes – permitia a comunicação secreta entre executivos, funcionários da Odebrecht e os doleiros responsáveis por movimentar os recursos espúrios.rnO MPF apurou que pelo menos 14 executivos de outros setores da Odebrecht, que demandavam os “pagamentos paralelos”, encaminhavam aos funcionários as solicitações de pagamentos ilícitos, de forma que a contabilidade paralela e a entrega dos valores espúrios ficassem centralizados nessa estrutura específica.rnAs evidências, conforme o MPF, abrem uma nova linha de apuração de pagamento de propinas em função de variadas obras públicas, que se estenderam até novembro de 2015, mais de um anos após a deflagração da Lava Jato.rnEm nota, a Odebredcht informou que que “tem prestado todo o auxílio nas investigações em curso, colaborando com os esclarecimentos necessários.”rnMandadosrnAs investigações apontam a possível prática de crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro oriundos da Petrobras que teriam sido cometidos por empresários, profissionais e lavadores de dinheiro ligados à empresa.rnDentre os alvos de prisão estão Marcelo Rodrigues e Olívio Rodrigues Júnior, que foram levados à sede da PF em São Paulo. Os outros nomes não foram divulgados até a publicação desta reportagem.rnDo total de mandados, 67 são de busca e apreensão, 28 de condução coercitiva –  quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento – 11 de prisão temporária e quatro de prisão preventiva.rnAté as 9h19, pelo menos seis mandados de prisão, 25 de busca e apreensão e 25 de condução tinham sido cumpridos em São Paulo.rnEm São Paulo, os mandados estão sendo cumpridos na capital, em Guarujá, Guarulhos, Jundiaí e Valinhos; no Rio de Janeiro: na capital e Angra dos Reis; na Bahia: em Salvador e Mata de São João; no Distrito Federal: em Brasília; em Pernambuco: no Recife; em Minas Gerais: em Belo Horizonte; e no Rio Grande do Sul: em Porto Alegre.rnA prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período ou convertida em preventiva, que é quando o investigado fica preso à disposição da Justiça sem prazo pré-determinado. Os presos serão levados para a Superintendência da PF, em Curitiba.rnA atual fase é um desdobramento da 23ª fase, que foi batizada de Acarajé. A ação foi deflagrada em 22 de fevereiro e prendeu o marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Santana, além da mulher dele Monica Moura. Os dois são suspeitos de receber US$ 7,5 milhões em conta secreta no exterior e estão detidos na Superintendência da PF, em Curitiba.rn25ª fase rnA 25ª fase da operação foi deflagrada nesta segunda-feira (21) pela polícia judiciária de Lisboa, em Portugal, e prendeu o operador financeiro Raul Schmidt Felippe Junior.rnEle estava foragido desde julho de 2015, e foi preso preventivamente. Esta foi a primeira operação internacional realizada pela Lava Jato e foi batizada pelas autoridades portuguesas de “Polimento”.rnSchmidt é alvo da 15ª fase da operação e suspeito de envolvimento em pagamento de propinas aos ex-diretores da Petrobras Jorge Zelada, Renato de Souza Duque e Nestor Cerveró – que também foram presos na Lava Jato e estão detidos no Paraná. Segundo a Polícia Federal do estado, Raul Schimidt é tido como sócio de Zelada.rn 

Fonte: G1

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