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Policial civil e vereador eleito é preso em operação contra exploração sexual de menores

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) concluiu nesta sexta-feira (14) a Operação Alcova, que investiga um grupo criminoso envolvido em uma rede de exploração sexual de adolescentes em Ibaiti, no norte pioneiro do estado. Foram cumpridos três mandados judiciais, sendo um de busca e apreensão e dois de prisão preventiva – por tempo indeterminado.rnO policial civil e vereador eleito Elielson Carlos Araújo (PTB), conhecido como Tiguera, foi preso por suspeita de favorecimento à prostituição de adolescentes. Araújo foi eleito com 325 votos e, segundo a promotora Dúnia Serpa Rampazzo, responsável pela ação de improbidade administrativa, ele já foi afastado da função pública e o MP-PR já pediu à Justiça para que ele não assuma o cargo de vereador na próxima legislatura.rnrnA outra pessoa presa é uma mulher, que tinha um estabelecimento que explorava a prostituição. Ela foi presa na segunda-feira (10) suspeita de cometer os crimes de casa de prostituição, rufianismo – que é quando uma pessoa ganha parte dos lucros da atividade de prostituição de outras pessoas – e favorecimento à prostituição de adolescentes.rnrnOperaçãornAs Promotorias de Justiça de Ibaiti, no norte do Paraná, e o núcleo regional do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de  Londrina, no norte, e a Corregedoria da Polícia Civil cumpriram os mandados da Operação Alcova.rnrnApós a prisão da mulher, na segunda-feira, duas adolescentes, uma de 14 e outra de 16 anos, foram ouvidas pela polícia. Elas indicaram a participação do policial civil que foi preso nesta sexta-feira.rnrn“Ao que tudo indica, ele [o policial civil preso] se utilizou do serviço, saindo com uma das menores”, disse o promotor da área criminal e da infância e juventude Francisco Ilídio Hernandes Lopes, que também trabalha no caso.rnrnApós a conclusão da operação, nesta sexta-feira, a denúncia foi encaminhada à Justiça. Os processos correm sob segredo de justiça, por envolverem menores de idade.rnrnInvestigaçõesrnAs investigações do caso começaram no início de setembro, depois que o MP-PR recebeu denúncias pelo Disque 100 e a informação de que uma adolescente apresentava comportamento anormal na escola. Com ajuda do Conselho Tutelar, descobriram a ligação da jovem com uma pessoa que agenciava encontros sexuais.rnrn“Com o início das apurações, conseguiram o telefone da mulher, que foi interceptado com autorização da justiça”, conta Lopes. Segundo o promotor, com o conteúdo dos telefonemas, foi identificada a existência de uma casa de prostituição em Ibaiti e também foram identificadas adolescentes frequentando o local.rnrnrn“A intenção é que com as prisões, a gente consiga que outras pessoas que também sejam vítimas procurem o MP-PR para prestar esclarecimento”, diz o promotor. 

Fonte: Jrdiario com MP PR Gaeco – Aline Pavaneli

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