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Dia histórico para estudantes africanos moradores em Quatiguá

Neste sábado (24), a Faculdade de Ciências de Wenceslau Braz – FACIBRA irá graduar a turma de Administração. Seria uma formatura como outra qualquer, porém com riqueza cultural que marca o grupo com a presença de estudantes da Guiné-Bissau, moradores em Quatiguá desde julho de 2014. Afonso Enqueme de 27 anos, Nelson Cabi de 26, Nhin-na Nambera, 30, e Oceano Biapté, de 28 anos foram os quatro, dos cinco jovens que vieram da Guiné-Bissau, que se formam na noite deste sábado no Salão do Colégio São Tomás de Aquino. Graças a um princípio de cooperação solidária, a Facibra proporcionou bolsas parciais para que os rapazes pudessem estudar por quatro anos, o curso de Administração de Empresas. rnDurante o curso, os jovens venceram todos os tipos de obstáculos. Foram exemplo para muitos estudantes, que reclamam de sua condição social, do transporte, das dificuldades acadêmicas em geral. Distante 45km da cidade de Wenceslau Braz, os alunos embarcavam no ônibus próprio da Insituição de segunda a quinta-feira, ao final da tarde. Iam sempre com sorriso no rosto. rnrnrnAfonso, o guerreirornAfonso, que é cadeirante, venceu ainda mais barreiras. Além da dificuldade de locomoção, ele também ficou doente há quase dois anos, passando longo período em repouso no Hospital de Quatiguá e depois na casa de madeira onde os jovens moram, no centro da cidade. Outra jovem Felismina Djedjo, que veio com o grupo para o Brasil, preferiu cursar Pedagogia em outra unidade e detém a mesma garra e simpatia dos conterrâneos. A língua facilitou a adaptação dos jovens, pois todos falam português, porém com aquele sotaque de Portugal. Entre eles, também se comunicam pelos mais variados dialetos da Guiné.rnrnrnOceano, um mar de simpatiarnrnrnOceano, o mais comunicativo dos jovens, e com uma gargalhada que ecoa longe, disse para o JRDiario que é o fim de um ciclo e que não vai parar por aí. Em 2017, ele recebeu prêmio de 1º da turma de inglês, pelos excelentes resultados e em suas horas de folga, dá aulas desta disciplina.rnrnrnrnGrandiosidade de NelsonrnNelson, grande na altura, no coração e dono de uma voz poderosa ainda carregada pelo sotaque guineense, é um grande elo entre os estudantes. Não era difícil de vê-lo estudando ao ar livre, inspirando os “irmãos”.rnrnrnSorriso do “Nina”rnNhin-na transmite tranquilidade, e dono de um sorriso perfeito, cheio de simpatia. Igualmente estudioso e responsável.  Mas a maior característica é sua eloquência, principalmente se o assunto for o país de origem, comparando-o com o Brasil, política e culturalmente.rn rnEm quatro anos, eles nunca visitaram as suas respectivas famílias, que moram em Guiné Bissau. A imensa saudade foi amenizada com o passar do tempo através da tecnologia, que possibilitou um contato mais próximo com os familiares e amigos. A redação do JRDiario acompanhou toda a trajetória dos africanos durante estes quatro anos, visto que foram vizinhos da redação. Não houve um ato sequer que os desabonassem. Cheios de esperança, construíram sólidas amizades e fortaleceram vínculos na cidade. A comunidade toda os adotou. São reconhecidos e valorizados.rnrnrnrnDisciplina, força de vontade e férnrnrnO grupo de estudantes foi trazido para o Brasil pelo pastor adventista Rodrigo Oseias Assi, 39 e sua esposa Gabriela, a fim de que os africanos dessem outro rumo às suas vidas, oferecendo uma grande oportunidade de cursar uma universidade e ter uma vida de mais qualidade. O casal de pastores realizou um trabalho de evangelização na Guiné por dois anos. rnO Brasil já possui programa para a vinda de estudantes estrangeiros e a maioria é natural de países africanos que têm o Português com língua oficial, como Angola e Moçambique, mas também é comum que naturais dos demais países sul-americanos busquem a formação superior nas universidades brasileiras (fonte: Brasil Escola), porém a ação evangelizadora e educacional promovido pela Igreja Adventista o Sétimo Dia está sendo pioneira no modo de escalação e acolhimento de jovens estudantes. rnO primeiro a chegar foi o líder do grupo Afonso, em abril de 2014, e a migração foi uma vitória diplomática, dadas as dificuldades burocráticas e sua condição de cadeirante por causa de paralisia infantil que prejudicou os movimentos das pernas. Após três meses, vieram os outros quatro jovens. rnrnrnColação de GraurnrnrnrnO caminho percorrido dentro da Universidade terminará neste fim de semana. A conquista do diploma foi o reconhecimento do esforço dos africanos. No entanto, esse caminho foi, em parte, percorrido. Isso porque eles não pensam em parar de estudar. Irão buscar mais qualificação profissional no país que os abraçou.rnSegundo eles, este foi o primeiro passo, já que pretendem dar continuidade, com outros cursos ou especializações. Afonso terminou todas as disciplinas do curso, pois iniciou antes dos demais. Os outros jovens ainda terão que terminar algumas disciplinas, mas participam desta formatura com os demais alunos da faculdade para usufruir da cerimônia.rn rnParabéns meninos! O Site JRDiario quer acompanhar muito mais conquistas! 

Fonte: Redação JRDiario

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