A paranaense Tatiane Araújo atuou como intérprete voluntária de militares americanos durante o resgate dos 12 meninos, integrantes de um time de futebol, e do técnico deles, que ficaram presos por mais de duas semanas em uma caverna na Tailândia.rnrnrnOs militares ajudaram nos estudos da caverna e da logística para o resgate, e Tatiane trabalhou na tradução das entrevistas dos americanos à imprensa tailandesa.rnrnrn“Eu me senti assim, um pouco útil nesse trabalho e só o fato de você estar servindo nessa hora de dificuldade, ou seja, é a hora que eles mais precisavam, eu estava lá. Eu pude ajudar um pouquinho, foi muito pouco o que eu fiz, mas eu me senti muito útil e feliz por ter participado desse momento. E eu acho que é uma sensação de missão cumprida pra todo mundo que participou”, disse em entrevista à RPC Ponta Grossa feita pela internet.rnrnrnNatural de Arapoti, nos Campos Gerais do Paraná, Tatiane mora há seis anos em Chiang Rai, no norte da Tailândia. Ela é professora missionária de uma Igreja Batista e dá aulas de inglês para crianças em uma escola da mesma cidade dos meninos que ficaram presos na caverna.rnrnrnrnLogo que as crianças foram consideradas desaparecidas, e os trabalhos de busca começaram, o governo tailandês anunciou o pedido de ajuda de vários profissionais: tradutores, engenheiros, geólogos e pessoas ligadas à área da saúde.rnrnrnComo a Tatiane fala inglês e tailandês fluentemente ela não pensou duas vezes: fez o cadastro e ficou à disposição para ser voluntária.rnrnrn“As pessoas estavam dando o máximo lá. Muitas pessoas também subiram para lá [para a área da caverna] para serem voluntárias na área de comida, de limpar o lixo, muitos, muitos voluntários, muitas pessoas envolvidas. Mais de 1,3 mil pessoas envolvidas”, contou.rnrnrnDurante o trabalho, Tatiane conheceu e conversou com alguns familiares dos meninos. Ela também postava vídeos nas redes sociais, acompanhando o trabalho das equipes de resgate.rnrnrnEm um desses vídeos, a voluntária vive a emoção da chegada das últimas ambulâncias que levaram os meninos e o treinador para o hospital.rnrn“Vivos e bem, agora no hospital. Serão cuidados emocionalmente e fisicamente. Todo mundo celebrando este momento. Acabou! Está chegando mais uma ambulância aqui agora”, comenta no vídeo.rnrnrnRelembre o resgaternrnrnrnOs 12 meninos, entre 11 e 16 anos, e seu treinador de 25 anos entraram na caverna no dia 23 de junho. Com as fortes chuvas, a caverna inundou e o grupo ficou preso por nove dias sem comer até ser encontrado por dois mergulhadores britânicos.rnrnrnA operação de resgate mobilizou mais de 1.000 pessoas e envolveu ensinar os garotos a mergulhar por passagens estreitas e submersas.rnrnrnMergulhadores estrangeiros e oficiais tailandeses retiraram os meninos em três grupos. Os primeiros quatro meninos chegaram ao hospital domingo (8). O restante do time foi dividido em dois grupos: um retirado na segunda (9) e o último, na terça (10).rnrnrnrnrnrnrnrnrnrn
Fonte: g1 – foto: RPC

























