rnFamiliares e amigos estiveram no velório de Paulo Goulart nesta quinta-feira (13) no Teatro Municipal de São Paulo. rnrnrnBeth Goulart se emocionou ao se despedir de Paulo Goulart. Ela beijou o rosto do pai no velório que começou na quinta-feira, 13, e continua nesta sexta-feira, 14, no Theatro Municipal de São Paulo. O corpo de Paulo Goulart deve deixar o local às 13h30 em um cortejo até o cemitério da Consolação. No cemitério a família fará uma oração na capela, que estará fechada para eles.rnNo início do velório, Beth falou sobre o pai: “Meu pai era um símbolo de amor. De um homem dedicado à família, à mulher, ao trabalho, aos filhos, ao próximo, ao país, no sentido de participação, cidadania, consciência social, ele queria ajudar a sociedade de alguma forma, através da sua arte. Ele foi um homem de uma dignidade imensa, nos deixou um legado de bons princípios, ética, moral, ele foi o melhor exemplo de homem que poderíamos ter nas nossas vidas. Um exemplo de amor, de dedicação, era um gentleman, gentilíssimo com a minha mãe. Então, isso nos ensinou uma generosidade de vida”.rnDevido ao grande número de pessoas na porta, Nicette Bruno e os filhos fizeram questão de ir até uma das sacadas do local e mandaram beijos, além de agradecer ao carinho de todos. “Obrigada, muito obrigada”, gritou Beth Goulart, recebendo gritos de êxtase em resposta. “Força” e “Manda beijo para a sua mãe” foram bradados para a atriz, que foi a primeira a aparecer e buscou a mãe para receber as mensagens de apoio. Nicette estava chorando muito.rnPaulo morreu aos 81 anos em decorrência de um câncer renal avançado, no Hospital São José, também na capital. O caixão com o corpo do ator chegou ao local do velório pontualmente às 23hs. O ator Odilon Wagner foi um dos primeiros a chegar.rnA atriz Neusa Maria Faro, que fez a enfermeira Ciça de “Amor à vida”, foi uma das amigas famosas que foram ao velório e falou sobre Nicette: “Ela está bem. Tem uma força interior muito grande. Claro que vai sentir falta, mas ela encara a morte de uma maneira superior, muito bonita e sabe que vai encontrar com ele quando for oportuno”. Ela também falou sobre as lembranças que tem de Paulo: “São as melhores possíveis, dele e da família dele. Trabalhei muitas vezes com ele e vou levar uma lembrança maravilhosa.”rnTrajetóriarnO sobrenome artístico veio do tio, o radialista Airton Goulart. Natural de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, seu primeiro trabalho foi como DJ, operador de som e locutor de uma rádio fundada pelo pai em Olímpia, também no interior do Estado. Apesar de ter estudado Química Industrial em busca de ter uma profissão, o rádio o seduziu, fazendo parte da Tupi como radioator de 17 para 18 anos.rnEm 1952 conheceu Nicette Bruno, na companhia Teatro de Alumínio e os dois se casaram. O ano ainda foi significativo em sua vida com a estreia no teatro com a peça “Senhorita Minha Mãe”. O início no cinema se deu em 1957, com o filme “Rio Zona Norte”.rnUm de seus papéis mais inesquecíveis é o Donato do remake de “Mulheres de areia”, em 1993. Na trama, reprisada em 1996 e 2011, ele maltratava o enteado, Tonho da Lua (Marcos Frota) e desejava a enteada, Glorinha (Gabriela Alves). O malvado senhor Farina de “Esperança” (2002) também está entre os destaques na carreira do ator. No cinema, seu último trabalho foi no filme “O tempo e o vento” (2012).rnPrêmiosrnrnEm 1974, por sua atuação na peça “Orquestra de Senhoritas”, de Jean Anouilh, com direção de Luís Sérgio Person, ganhou os prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e o Molière de Melhor Ator. Em 2006, a família do ator foi homenageada na 18ª edição do Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro. Paulo Goulart, Nicette Bruno e os três filhos, Beth Goulart, Bárbara Bruno e Paulo Goulart Filho, receberam um troféu especial trabalho desenvolvidos nos palcos em mais de 20 anos de carreira.rn rnrn rn
Fonte: O Fuxico

























