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Maringá é a 7ª em casos de dengue no País, diz Ministério da Saúde

 Maringá está entre as dez cidades brasileiras com maior número de casos de dengue registrados no primeiro bimestre de 2014, de acordo com o balanço do Ministério da Saúde. No relatório apresentado nesta terça-feira (18), em Brasília, a cidade paranaense contabiliza 1.540 casos e ocupa a sétima posição do ranking nacional, liderado por Goiânia (GO), com 6.089 casos.rnOutras duas cidades de Goiás aparecem no topo da lista: Luziânia (2.888) e Aparecida de Goiânia (1.838) ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Ainda à frente de Maringá estão Campinas (SP), 1.739; Americana (SP), 1.692; e Belo Horizonte (MG), 1.540. São Paulo (SP), 1.536; Brasília (DF), 1.483; e Campo Belo (MG), 1.410, completam a lista das dez cidades em situação de risco.rnNo cenário nacional, o Ministério da Saúde anunciou uma queda de 80% no número de casos por dengue comparação do primeiro bimestre deste ano com o mesmo período do ano passado. Foram registradas 87 mil notificações entre janeiro e fevereiro de 2014, contra 427 mil no mesmo período de 2013.rnTodas as regiões do país reduziram o número de casos no primeiro bimestre de 2014. A região Sudeste obteve a maior redução, passou de 232,5 mil notificações em 2013 para 36,9 mil este ano. Em segundo lugar está o Centro-Oeste, que passou de 122,8 mil (2013) registros para 28,2 mil (2014); seguido do Nordeste, que teve queda de 29,6 mil (2013) para 7,9 mil (2014); Norte, de 22,3 mil (2013) para 6,9 mil (2014) e Sul, de 20,3 mil (2013) para 6,9 mil (2014).rnA redução também foi observada em relação às ocorrências graves (84%) e óbitos (95%) Apesar da redução expressiva, o Ministério da Saúde ressalta a importância de manter-se o alerta e a necessidade de dar continuidade das ações preventivas.rnO levantamento atual revela que 321 cidades brasileiras estão em situação de risco, 725 em situação de alerta e 413 em situação considerada satisfatória. O percentual de municípios identificados em situação de risco foi de 22% em 2014. No mesmo período de 2013, o índice era de 27%.rnPara o ministro da Saúde, Arthur Chioro, apesar da redução nos números da dengue – resultado do esforço conjunto da população e dos governos municipais, estaduais e do Ministério da Saúde – é preciso manter as ações de prevenção.rn”Nós não podemos baixar a guarda. Não é porque estamos conseguindo, ainda que parcialmente, um excelente resultado em relação à dengue que deixaremos de nos preocupar nos próximos meses ou anos. Portanto, temos que continuar com esse esforço contínuo da sociedade e do poder público para garantir a segurança e saúde da população”, ressaltou.rnAçõesrnAs ações do Ministério da Saúde – realizadas em conjunto com estados e municípios – contribuíram para a redução nos números da dengue. Em novembro de 2013, o Ministério da Saúde dobrou o recurso adicional enviado para incrementar medidas de vigilância, prevenção e controle da doença. Ao todo, foram repassados R$ 363,4 milhões – 110% a mais do que em 2012. Além do repasse de recursos, o Ministério da Saúde tem ampliado o atendimento na Atenção Básica ao paciente com dengue, o que impacta na redução gradativa dos casos graves e óbitos.rnPara o secretário de Vigilância em Saúde em Saúde, Jarbas Barbosa, a baixa letalidade é resultado dessa parceria entre as áreas de vigilância e de assistência à saúde. “Em 2011, nós fizemos um estudo sobre os óbitos por dengue para identificarmos o que chamamos de óbitos evitáveis – aquelas vítimas que, com intervenção de uma equipe da atenção básica ou da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), nós conseguiríamos evitar. Isso gerou um protocolo, implantado em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de saúde, que fez com que o Brasil apresentasse uma das mais baixas taxas de letalidades da América Latina e Caribe. Servindo, inclusive, de modelo para outros países que combatiam a doença só no controle do vetor, sem o olhar pelo serviço de saúde”, explicou.rnOutra ação em expansão para combate à doença é o crescimento dos municípios participantes do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) – Mapa da Dengue. Entre janeiro e fevereiro de 2014, 1.459 municípios fizeram parte da pesquisa, o que significa um aumento de 48% em relação ao mesmo período de 2013, quando 983 cidades participaram do levantamento.

Fonte: Rosângela Gris

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