Suspeita foi encontrada com vida no fim da tarde de quarta-feira (4), em Itambaracá. Segundo a Polícia Militar, ela afirmou ter matado os dois filhos para atingir emocionalmente o ex-companheiro. Crimes teriam ocorrido em Arapongas, e os corpos foram levados até o Norte Pioneiro.
A mulher suspeita de matar os próprios filhos, um menino de 5 anos e uma menina de aproximadamente 1 ano, foi localizada com vida e presa no final da tarde de quarta-feira (4), em Itambaracá, no Norte Pioneiro do Paraná. As crianças haviam sido encontradas mortas durante a manhã, dentro de um veículo abandonado nas proximidades da ponte sobre o Rio das Cinzas, na PR-436, entre Bandeirantes e Itambaracá.
Segundo informações da Polícia Militar, a mulher confessou os homicídios durante a abordagem e teria declarado que cometeu o crime com a intenção de atingir emocionalmente o ex-companheiro, com quem mantinha desentendimentos. A motivação, entretanto, ainda será aprofundada pela investigação da Polícia Civil.
A suspeita foi identificada pelo G1 Paraná como Franciele Gawleta, moradora de Arapongas, no Norte do Estado.
Buscas começaram após localização das crianças
As equipes policiais foram acionadas durante a manhã de quarta-feira, depois de receberem informações sobre um veículo abandonado nas proximidades da ponte sobre o Rio das Cinzas.
No interior do automóvel, que pertencia à mãe das crianças, os policiais encontraram os dois irmãos já sem vida. Inicialmente, não havia ninguém nas proximidades que pudesse esclarecer o que havia acontecido.
Durante os primeiros levantamentos, familiares informaram às autoridades que a mulher havia enviado mensagens nas quais assumia a autoria das mortes e manifestava a intenção de tirar a própria vida.
Diante dessas informações, as equipes iniciaram buscas pela região, considerando também a possibilidade de que a mãe tivesse entrado no rio.
Mulher foi encontrada nas proximidades de um pesqueiro
Apesar das suspeitas iniciais, as buscas continuaram ao longo do dia. No final da tarde, uma nova informação levou os policiais até as proximidades de um pesqueiro, perto do rio, ainda no município de Itambaracá.
No local, as equipes conseguiram localizar a mulher, que foi reconhecida como mãe das duas crianças.
Conforme o relato da Polícia Militar, ela começou a confessar os homicídios ainda durante a abordagem. Em seu depoimento inicial, teria afirmado que mantinha conflitos com o ex-companheiro e que pretendia atingi-lo emocionalmente com a morte dos filhos.
A corporação ressaltou que a motivação ainda precisa ser esclarecida no decorrer das investigações.
Crianças teriam sido mortas em Arapongas
Outro detalhe importante revelado durante a ocorrência é que os homicídios não teriam acontecido no local onde os corpos foram encontrados.
Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, a própria suspeita relatou que as mortes ocorreram em Arapongas, município onde residia com os filhos.
Após os crimes, ela teria colocado os corpos das crianças no veículo e seguido em direção a Itambaracá. Conforme o relato, a mulher explicou que a cidade é sua terra natal e que possui familiares na região, motivo pelo qual teria levado os filhos até o município.
A Polícia Civil também confirmou a existência de uma disputa judicial entre os pais pela guarda das crianças. O delegado Denner Roque, responsável pelo caso, destacou, porém, que ainda não há confirmação de que esse conflito tenha sido a causa dos homicídios.
Segundo as informações divulgadas pela investigação, a mulher também teria relatado que provocou a morte dos filhos por asfixia. A confirmação da causa dos óbitos depende dos exames periciais realizados pela Polícia Científica.
Prisão e continuidade das investigações
Após ser localizada, Franciele foi encaminhada pela Polícia Militar à Delegacia da Polícia Civil, onde foi autuada em flagrante.
O delegado Denner Roque informou que foi solicitada à Justiça a prisão preventiva da investigada. As diligências realizadas deverão subsidiar a continuidade do inquérito e os procedimentos judiciais.
Os corpos das crianças foram encaminhados à Polícia Científica para os exames necessários.
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias dos homicídios, a motivação, a dinâmica dos acontecimentos em Arapongas e o deslocamento da mulher até Itambaracá.

























