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Mãe e padrasto pegam 77 anos de prisão por morte de Rafaela

Chegou ao fim nesta terça-feira (1º) um dos casos que mais chocaram a opinião pública de Cascavel. Foram condenados no fim da tarde pelo Tribunal do Júri a mãe e o padrasto da menina Rafaela Eduarda Trates. Eles foram condenados por matar e ocultar o corpo da criança de 5 anos. Somadas, as penas de Vani Trates e Gilmar de Lima chegam a 77 anos e dois meses.rnEla recebeu a pena maior: 40 anos e sete meses de reclusão. Ele teve 36 anos e sete meses. O julgamento que foi acompanhado por sete juradas teve início hoje de manhã e a sentença foi prolatada pelo juiz Marcelo Carneval por volta das 18 horas. Durante o dia, foram ouvidas testemunhas, feita a exposição do caso por parte da promotoria e a considerações da defesa.rnO promotor considerou a pena justa para o crime. Um dos tios da criança, Francisco Soares, acompanhou todo o julgamento e falou sobre o resultado. Gilmar de Lima disse ao juiz que pretende recorrer da sentença. Vani declarou que não recorrerá. Apesar disso, o advogado de defesa dela pediu mais cinco dias à Justiça para avaliar a possibilidade e ainda tentar reduzir a pena.rnO CASOrnRafaela Trates foi morta no dia 8 de março de 2013, por volta das 17h30. O corpo foi jogado em um poço, durante a madrugada, pelo padrasto Gilmar de Lima com a ajuda de Vani Trates, mãe da garotinha. Na ocasião Vani estava grávida de 8 meses da segunda filha. Para o Ministério Público um crime bárbaro.rnrn”Pegaram essa menina e jogaram em um poço. Quando você vê as fotos da criança é algo chocante, eu como promotor ainda não tinha visto uma cena tão bárbara”, relatou o promotor de justiça, Eduardo Labruna.rnrnVani e Gilmar estão sendo julgados nesta terça-feira (1º), por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O Ministério Público pede a condenação e para cada um 28 anos de prisão. Vani pelo fato de ser a mãe da criança é quem pode ter a pena maior. “A mãe tem o dever legal de proteger o seu filho”, afirmou Labruna.rnrnNa antessala do Tribunal amigos e familiares de Rafaela, aguardavam com ansiedade e emoção.rnrnO casal sentou lado a lado e está foi uma das poucas vezes que eles se reencontraram depois da prisão, em alguns momentos trocaram palavras. Os dois não contaram com nenhuma testemunha de defesa, outro detalhe que chamou a atenção é de que o corpo de jurados foi formado apenas por mulheres que naturalmente são mais sensíveis.rnrnOs advogados de Vani e Gilmar foram nomeados pelo Estado, a mais ou menos duas semanas. “Trata-se de réu confesso desde o início do procedimento e não acredito em surpresas, creio que pelo pré-contato que tive com ele que vai continuar na mesma linha de hombridade e confessar o erro que cometeu”, explicou Olavo David Júnior, advogado de Gilmar.rnrn”Não há como o advogado ter expectativa nestes casos, porque nós advogados atuamos tecnicamente e não emocionalmente”, advogado de Vani.rnrnO médico legista foi o primeiro a depor, atestou asfixia como a causa da morte. Mas, ressaltou o estado avançado de decomposição do corpo. As vias aéreas já não existiam. O pulmão estava liquefeito, o que não permitiu assegurar se a menina foi jogada viva ou morta dentro do poço. Outra revelação chamou atenção: Rafaela estava com um pano na calcinha, como se fosse um absorvente improvisado. A violência sexual, entretanto, não pôde ser atestada em função do estado do cadáver.rnrn”Eu bati nela, eu agredi ela, só senhor, eu não asfixiei nada não”, disse Gilmar. “Eu cheguei vi e não tive nenhuma reação. Se eu tivesse ido para cima dele, poderia ter impedido isso, mas não reagi”, relatou Vani. O julgamento continua, e todos esperam que o resultado saia até o final da tarde.rn rn ASSISTA O VÍDEO – NO DIA DA PRISÃO ENTREVISTA COM A MÃE E O PADASTRO (CATTV):

Fonte: JRDIARIO com informações o presente/cattv/banda

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