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Como fica a campanha do PSB após morte de Campos

Eduardo Campos estava a bordo de um avião executivo que caiu em Santos na manhã desta quarta-feita. Ele se dirigia a um ato de campanha no Guarujá, no litoral de São Paulo.rnPara Aldo Fornazieri, cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), o caminho natural é que a candidata à vice de Eduardo Campos, Mariana Silva (PSB), assuma a cabeça da chapa na conconcorrência às eleições deste ano. rn”Ainda há tempo hábil para a substituição em caso de renúncia e a Marina é a pessoa mais conhecida, foi candidata nas últimas eleições e teve 20 milhões de votos. Não vejo outro nome que possa ser lançado que não o dela”, disse. rnMarina está no PSB desde outubro do ano passado, quando não conseguiu registrar o seu novo partido, o Rede Sustenbilidade, antes do fim do prazo para que políticos interessados em disputar as eleições de 2014 se filiassem a alguma legenda.rnDe acordo com a resolução nº 23.405, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a substituição de candidatos pode ser requerida pelos partidos “até 20 dias antes do pleito, exceto no caso de falecimento, quando poderá ser solicitada mesmo após este prazo”.rnA única condição é que o pedido de registro seja feito “em até 10 dias contados do fato ou da notificação do partido da decisão judicial que deu origem à substituição”, ou seja: a indicação de um novo candidato à presidência pela coligação tem que ser feita nos próximos dez dias.rnO substituto, diz o texto, pode ser filiado a qualquer partido integrante da chapa e, portanto, há a possibilidade de que outra pessoa seja indicada. A coligação Unidos para o Brasil reúne PSB, Rede Sustentabilidade, PPS, PPL, PRP e PHS.rnFornazieri acredita, entretanto, que caso o nome de Marina não seja indicado, a probabilidade é de que haja uma descontinuidade da campanha da coligação. rn”Nesse caso, o PSB faria um realinhamento com os candidatos já postos, mas a tendência mais provável é que Marina seja a substituta”, disse. rnNos próximos dias, o partido deve ser reunir para resolver a questão. “É preciso que haja posicionalmento tanto do PSB quando da própria Marina, e sabemos que, além de ela precisar viver o luto, as relações com o partido são tranquilas”, disse o especialista. rnA decisão da coligação deve ser comunicada em breve, já que a propaganda eleitoral gratuita se inicia na próxima terça-feira (19). rnO senador Eduardo Suplicy (PT), disse no início desta tardde, durante o Exame Fórum Brasil 2020, em São Paulo, que também acredita que Marina será a subsituta de Campos. “É natural que Marina Silva, vice da chapa do candidato à presidência pelo PSB, Eduardo Campos, seja a nova candidata do partido”, afirmou. 

Fonte: Revista Exame

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