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Poupar o 13º salário ajuda a evitar endividamento

A entrada no mercado brasileiro de cerca de R$ 70 bilhões relativos à segunda parcela do 13º salário, que deve ser paga até amanhã, é a esperança do comércio de terminar bem o ano que foi difícil para o setor. No entanto, os economistas alertam os consumidores a não se empolgarem com o dinheiro extra e guardar a maior parte para enfrentar as despesas maiores que janeiro deve trazer.rnOs paranaenses, por exemplo, enfrentarão IPVA 40% mais caro, aumento no ICMS da gasolina, em 12 produtos da cesta básica – incluindo arroz, feijão, leite e carne, que eram isentos -, e na alíquota de materiais escolares. Além disso, há ainda IPTU.rnPara o delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon), Laércio Rodrigues de Oliveira, o ideal seria que as famílias se programassem durante o ano para enfrentar essas despesas fixas que acontecem todo início de ano e não pensar somente agora. “O problema é que a média de renda do londrinense está entre três e quatro salários mínimos e, como o restante da população brasileira, com alto nível de endividamento. Poucas conseguem seguir essa programação.”rnPara Oliveira, se a pessoa não tem reservas, o 13º deveria então ser usado para pagar as dívidas com maior taxa de juros, como cheque especial e cartão de crédito, e quitar esses impostos. “No final do ano, os bancos e operadoras sempre chamam os devedores para renegociar a dívida. O ideal é começar o ano com menos dificuldades e começar a planejar como gastar por mês”, orienta. Segundo ele, o tema dinheiro ainda é tabu para a maioria das famílias. “Geralmente se fala: ‘Ah, não tem dinheiro’. Mas poucas discutem realmente o assunto e fazem um planejamento conjunto sobre como e quanto gastar. A maioria das compras – até de um carro, por exemplo – acaba sendo por impulso.”rnO consultor, professor de economia da Faculdade Arthur Thomas e doutor em Administração Cláudio Chiusoli diz que o ano de 2015 vai começar pesado, cinza e não tão otimista. Por isso, o ideal seria por o “pé no freio” nos gastos do fim de ano e segurar o 13º. “Mesmo quem se programou não esperava tantos reajustes e vêm mais por aí. O governo precisa controlar o caixa e quem paga a conta é a população.”rnSegundo Chiusoli, o momento é de cautela e comedimento. “A curto prazo, as empresas vão sentir o reflexo desses aumentos todos, com inflação alta e poucas vendas. O assalariado tem que ter ainda mais cautela porque é quem mais sofre.”

Fonte: Jornal de Londrina

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