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Professores do Paraná entram em confronto com policiais em Curitiba

Professores da rede estadual em greve e policiais entraram em confronto durante a terça-feira (28), em Curitiba. Segundo relatos de professores a confusão teve início já de madrugada, quando a polícia não permitiu que um carro de som ficasse estacionado em frente à Assembleia Legislativa.rnA professora Rosi Araújo, da região de Apucarana, foi uma das educadoras que sofreu na pele a violência da polícia. Emocionada ao se lembrar do momento em que resistia ao ataque da patrulha de choque, ela conta que foi também um ato de violência emocional com todos que estavam na praça em frente ao Palácio Iguaçu.rn“É um sentimento ruim pela maneira que tudo aconteceu. Estávamos dormindo, despreparados. É triste lembrar a forma como fui carregada pelos policiais, a forma como houve deboche com a expressão “nossa, que pesadinha”, a forma como me largaram no chão, praticamente me jogando numa poça d’água. Estava frio e eu me molhei toda”, relata.rnOutro momento de confusão aconteceu de manhã, quando policiais atiraram balas de borracha, jogaram spray de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo e jatos dágua contra os manifestantes, que tentavam entrar na Assembleia Legislativa para acompanhar a votação do projeto de lei da previdência dos servidores públicos. O projeto deve voltar à votação nesta quarta-feira.rnGREVE – Esta terça-feira completou dois dias de greve dos professores, em que aproximadamente 1 milhão de alunos ficaram sem aulas em todo o estado. O governador Beto Richa afirmou nesta terça-feira não ter dúvida alguma de que há motivação política na greve dos professores. “Não há justificativa para a paralisação dos professores”, afirmou. “O que há é uma instrumentalização deste movimento por partidos políticos, pela CUT, pela APP-Sindicato, que é um braço sindical do PT e que querem o confronto e o desgaste político do governo porque são meus adversários”, disse ele. rnRicha disse ainda que cumpre decisão judicial de colocar policiais em frente a Assembleia para garantir o funcionamento da Casa. “Peço a todos para manterem a ordem, a paz e permitirem, democraticamente, que a Assembleia Legislativa possa funcionar. Que os 54 deputados, favoráveis ou contra este projeto, possam exercer suas atribuições, para as quais foram eleitos.” rnAo afirmar que não há justificativa para a greve, Richa ressaltou ser o governador que deu o maior aumento salarial na história do estado aos professores, de 60%. “Acredito que não tenha um estado no Brasil que nos últimos quatro anos tenha dado um aumento maior que o Paraná”, disse.

Fonte: Nota 10

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