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Jovens de Arapoti presenciaram caos em Paris

Maicon Jean Pot e Clóvis Augusto Gemin viveram momentos de terror na noite dessa sexta-feira (13). Os jovens de Arapoti assistiam o jogo entre França e Alemanha no momento dos atentadosrnDois jovens dos Campos Gerais presenciaram o caos e o terror provocados pelos atentados terroristas em Paris na noite dessa sexta-feira (13). O agricultor Maicon Jean Pot e o bancário Clóvis Augusto Gemin, ambos moradores da cidade de Arapoti na região dos Campos Gerais, estavam no Stade de France e assistiam a partida entre a seleção da casa e a Alemanha.rnMaicon e Clóvis estão na Europa desde o dia 2 de novembro e chegaram na França nessa sexta-feira – eles planejavam passar um mês no continente europeu. “Resolvemos passar as férias na Europa e conhecer os países mais próximos da Inglaterra, como a Holanda, Bélgica e a França”, revela Maicon. Os jovens estavam no interior do estádio quando as primeiras explosões na região foram registradas:rnrn“Nós gostamos muito de futebol e fomos ver o jogo da França. Na verdade, escutamos o barulho de duas bombas ainda durante o primeiro tempo da partida. Mas pelo clima do jogo, achamos que fossem fogos de artificio ou algo do tipo. Mas logo percebemos a movimentação diferente dentro do estádio”, recorda-se Pot.rnrnMesmo após o som das explosões, Maicon e Clóvis continuaram no estádio e assistiram o segundo tempo da partida. Para evitar o tumulto na saída do estádio, a dupla deixou o local 10 minutos antes do final oficial do jogo. “Logo que deixamos o estádio, já na parte de fora, vimos muita gente correndo e todos com cara de preocupação, alguns até chorando. Foi ali que percebemos que algo sério tinha acontecido”, explica Maicon.rnDificuldade com o idioma: “O desespero bateu nesse momento”rnMaicon e Clóvis não falam francês e entendem apenas pequenas expressões da língua e isso foi um complicador no começo da confusão. “A gente perguntava para os policiais o que estava acontecendo e eles não falavam nada, a gente também não entendia o que as pessoas falavam e fomos apenas andando no mesmo rumo da multidão. O desespero bateu nesse momento”, recorda-se Pot.rnPot lembra-se que a tensão era evidente na feição dos franceses e a incerteza do que se passava no local deixou os brasileiros ainda mais nervosos. “Existia um desespero geral e as pessoas não davam muita bola para nos ajudar, ainda mais entendendo só inglês. Só seguimos a orientação dos policiais para seguir em um mesmo sentido”, detalha o agricultor.rnAbrigo em um hotel e contato com o BrasilrnMaicon e Clóvis saíram pelo único caminho possível – trajeto esse desconhecido da dupla e descrito por Maicon como um bairro “muito tenso de Paris”. “A gente pensou que era um assalto, um arrastão. Não tínhamos muita noção do que se passava lá”, conta.rnA dupla só conseguiu se acalmar quando encontrou um hotel de portas abertas – a maioria dos locais já estava de portas fechadas com medo de novos ataques. “Nós entramos no Hotel e pedimos ajuda. Não conseguimos entrar no estabelecimento porque estava muito cheio, mas conseguimos usar o wi fi e avisar nossos familiares no Brasil”, explica Maicon.rnNotícias da TV: confirmação do ataque terrorista rnTambém foi no hotel que Maicon e Clóvis conseguiram ter a primeira noção do que havia acontecido: uma TV transmitia notícias em tempo real com a legenda inglês e foi então que a dupla tomou conhecimento da situação. Segundo dados oficiais do Governo Francês são 129 mortos, 352 feridos, sendo 99 em estado gravíssimo.rnSaída às pressas e volta à HolandarnApenas 40 minutos após o final do jogo, Clóvis e Maicon tiveram total consciência da dimensão dos ataques em solo francês. A dupla então decidiu voltar rapidamente para o hotel em que estavam hospedados – o plano era ficar em Paris até o final dessa sábado (14), mas Maicon e Clóvis decidiriam voltar o mais rápido possível para a Holanda.rnrn“A informação de que as fronteiras seriam fechadas já estava circulando, mas conseguimos sair e voltar para a Holanda”, contou Maicon. A dupla deve voltar ao Brasil no próximo dia 23 – Maicon e Clóvis tinham uma viagem marcada para a Alemanha, mas decidiriam cancelar o passeio.rnCasal de Ponta Grossa relata dramarnO casal de ponta-grossense Luísa Cristina dos Santos Fontes e Carlos Mendes Neto estava em Paris na sexta-feira (13). A professora da UEPG usou as redes sociais para avisar aos amigos e familiares que, apesar do medo, passam bem e estavam longe dos locais atacados por terroristas.rn“Meus queridos e minhas queridas, estamos bem! Como saímos o dia todo, mal sabíamos dos atentados, ouvimos algo numa TV de um restaurante e percebemos um aumento do policiamento em lugares de maior fluxo de pessoas”, detalha Luísa. Ela e o marido estão hospedados em um hotel mais distante da área dos ataques, de acordo com a professora. “Estou assustada com as notícias, mas está tudo ok. Muito obrigada pelas mensagens carinhosas de preocupação”, agradeceu.rnrnO que se sabe sobre o atentado em Paris?rnUma série de ataques coordenados, incluindo tiroteios e explosões, aconteceu na noite de sexta-feira em ao menos seis diferentes locais de Paris e nas proximidades do estádio nacional, Stade de France, nos arredores da capital francesa. O ataque mais grave aconteceu na casa de shows Bataclan, onde cerca de 1.500 pessoas assistiam a um show de rock no momento do ataque.rnHouve também ataques a tiros a restaurantes e bares nos 10º e 11° distritos da capital francesa. Foram registradas duas explosões no estádio nacional durante o amistoso entre França e Alemanha; o presidente francês, François Hollande, estava no estádio.rn

Fonte: Afonso Verner – A Rede

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