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Aécio diz não temer palanque dividido no Paraná

O senador e pré-candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves (MG), afirmou ontem em Curitiba não temer ter que dividir o palanque do governador Beto Richa (PSDB) com o pré-candidato do PSB, ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, no Paraná. Questionado sobre o fato do PSB paranaense integrar a base de Richa, tendo como principal figura do partido o ex-prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, o tucano garantiu encarar a situação como natural. rn“Ninguém vai contra a realidade. Em Minas Gerais não é diferente do que acontece no Paraná. O PSB participa do meu governo desde que eu me elegi a primeira vez em 2002. Continua participando até hoje”, lembrou. “Eu assim como Beto, apoiei candidatos do PSB para a prefeitura da Capital do nosso Estado. O que vai acontecer é que as figuras do PSB trabalharão pelo seu candidato. Nós do PSDB trabalharemos para o PSDB”, argumentou. rnAécio também afirmou encarar com tranquilidade a preocupação de Campos em marcar diferenças em relação ao seu projeto político. “É claro que nós temos diferenças. Se não estaríamos no mesmo partido, apoiando o mesmo candidato. Eu não temo as nossas diferenças, nem as nossas convergências quando elas são boas para o País”, explicou. rnO senador negou ainda ter defendido, em reunião com empresários, a adoção de medidas impopulares como forma de combater os problemas da economia do País, como tem sido atribuído a ele. “Esta frase jamais foi dita. Mas eu repito exatamente a frase que disse. O Brasil precisa de um governo que fuja da demagogia. O Brasil precisa de um governo que faça aquilo que seja necessário sem olhar as curvas de popularidade”, disse. “Quanto a medidas impopulares, elas já foram tomadas pelo atual governo. Nós vamos tomar medidas que corrijam, por exemplo, o recrudescimento da inflação. Não há nada mais impopular, perverso, danoso para o cidadão brasileiro, sobretudo o de baixa renda, do que o retorno da inflação. Do que o baixo nível de investimentos”, afirmou. rnSobre as tarifas públicas administradas, ele reafirmou que elas foram represadas pelo atual governo, mas disse que a correção desse problema, caso seja eleito, será feita com “serenidade” e transparência. “É óbvio que existem preços represados. O que nós precisamos ao longo do tempo são regras claras. O Brasil não pode mais continuar com sua política fiscal maquiada como vem tendo”, criticou. rnAécio também voltou a criticar a estratégia adotada pelo PT e o governo da presidente Dilma Rousseff, de acenar com o risco de retrocesso caso a oposição vença a eleição. “Ee os nossos adversários, ao final de doze anos, só tem a oferecer aos brasileiros o medo, a desesperança, nós vamos apresentar coragem para fazer as mudanças e trazer de novo esperança aos lares dos brasileiros”, prometeu.rnIdentificação – O senador Aécio Neves comemorou pesquisa feita recentemente em Londrina, em que ele apareceria à frente de Dilma nas intenções de voto para a presidência na cidade. E atribuiu o resultado a sua identificação com o governador paranaense. “Eu acho que em primeiro lugar pela companhia do Beto, estão me identificando lá com o governo do Beto Richa. Acho que a partir do momento em que nossas propostas vão sendo conhecidas a tendência é de crescimento. Há claramente hoje um sentimento crescente de mudança no Brasil”, avaliou. rnAécio veio a Curitiba ontem para o lançamento de um livro em homenagem a José Richa, pai do governador Beto Richa. Na entrevista, ele destacou a amizade entre Richa e seu avô, o ex-presidente Tancredo Neves, durante o processo de redemocratização do País.

Fonte: Bemparana

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