Quem depende de agências bancárias para realizar operações diárias sabe o quão grande são os desafios de enfrentar uma fila de banco hoje em dia. Além de se submeter a longas esperas, os consumidores desse serviço tem um fator surpresa quase que periodicamente: as greves.rnrnMesmo que seja por uma causa justa, a população, mais que os funcionários dessas entidades bancárias, se sente lesada com essas paralisações. São dias de transtorno, não conseguindo ter acesso aos servidores das agências.rnApesar de terem a opção de fazer os manejos bancários através de aplicativos de celular, ou computador, muitos clientes não tem acesso a essa tecnologia, ou não tem conhecimento de como realizar essas operações online, e com isso vem os atrasos em pagamentos e dificuldades nos dias de greve.rn rnPARALISAÇÃO TOTALrnNa semana passada, cerca de 60% das agências do Banco do Brasil, Caixa Econômica e banco Itaú já haviam aderido a greve na região. Porém nesta segunda-feira (12) agências de municípios da base sindical de Arapoti, como as de Wenceslau Braz, Joaquim Távora, Jaguariaíva, Ibaiti, Siqueira Campos, entre outros, que ainda não haviam aderido à greve, também suspenderam os serviços.rn“Preferimos dar início mais tarde, para que não prejudicasse o recebimento do benefício dos aposentados, que geralmente acontece no início do mês”, destaca o diretor da base sindical de Arapoti, José Ubiracy de Oliveira, o Banana.rnO atendimento interno foi totalmente suspenso, procedimentos como saques, pagamento de contas, depósito de dinheiro, entre outros podem ser realizados através do caixa eletrônico.rnA paralisação não tem data para acabar, visto que as negociações entre o sindicato e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) ainda não chegaram a um consenso.rn rnREDIRECIONADOSrnAs pessoas que não tem acesso ao banco através de plataformas digitais deverão se dirigir às casas lotéricas e estabelecimentos que realizem a operação desejada. Porém nas lotéricas o transtorno das filas se torna ainda mais dificultoso para os clientes.rnQuestões como abertura de contas correntes, saques acima de R$2 mil reais, troca de cheques, por exemplo, estão impossibilitados de ocorrer, pois exigem atendimento interno.rn rnOBJETIVOrnOs bancários estão há anos lutando por melhores condições salariais. A reinvindicação da vez são reajustes de 5% a mais da inflação de 9,57%, totalizando um piso de R$ 3940,24 e benefícios de R$ 880 em vales-alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche.rnA contraproposta da Fenabran, não aceita pelos bancários, oferecia 7% sobre o salário e os benefícios, abono de R$ 3300 e piso salarial de R$ 2856,31. Hoje (13) haverá mais uma rodada de negociações.rn“Além dos reajustes salariais, lutamos contra essa política de privatização e terceirização previstas no governo vigente”, conclui Banana.rn
Fonte: Vanessa Lopes – Folha Extra

























