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Apostas internacionais movimentavam rinha de cães

Animais selecionados geneticamente, treinamentos específicos, classificação de lutas de acordo com o peso dos cães e camisetas de divulgação do evento estão entre os detalhes da investigação conduzida pela Polícia Civil que resultou na prisão de uma quadrilha organizada que promovia rinhas internacionais. O grupo foi flagrado durante evento realizado na noite de sábado (14) na área rural de Mairiporã, na Grande São Paulo.rnO evento promovido neste ano no Brasil foi realizado na República Dominicana em 2018. Durante a operação, os policiais do Paraná e de São Paulo resgataram 19 cães da raça pit bull. Porém, o cenário encontrado pelas equipes no local foi descrito como uma “cena de terror” pelo delegado Matheus Laiola, da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente em Curitiba.rnrnrn“A gente encontrou uma cena muito chocante porque no momento em que nós adentramos o recinto onde estava acontecendo o duelo, dois cachorros estavam se pegando. Tinha um americano da Califórnia que era o juiz e a gente ficou desesperado tentando soltar os cachorros. O americano, que era forte, não conseguia. Os cachorros estavam grudados um no outro. O americano começou a bater em um dos cachorros para soltar. Foi uma cena de terror. Eu que tenho 13 anos de polícia nunca tinha visto uma situação daquela. Tinha cachorro morto, cachorro machucado, cachorro assado para eles comerem… Uma cena totalmente de terror”, definiu.rnA identificação do grupo foi possível por meio de uma denúncia anônima feita em Curitiba que apontou um treinador e um criador da raça pit bull que estariam envolvidos no evento. O carro de um dos suspeitos passou a ser monitorado e os policiais do Paraná seguiram o veículo até Mairiporã. Ao verificar a chácara e os latidos dos cães, os policiais pediram o apoio da Polícia Civil de São Paulo. As equipes invadiram o local por volta das 21 horas e permaneceram até as 5 horas do dia seguinte.rnConforme o Laiola, cerca de 90 policiais de São Paulo participaram da ação. Houve resistência durante a prisão e alguns participantes conseguiram fugir da propriedade rural. De imediato, 35 pessoas foram presas em flagrante. Outras seis foram detidas durante a madrugada, num total de 41 presos. Entre os detidos estão um americano, um mexicano, um peruano, um médico veterinário e um policial militar.rnOs animais passavam muita fome e sede antes das lutas. Muitos estavam feridos, com lesões no corpo, fraturas nas patas e um deles urinou sangue diante dos policiais. As apostas eram feitas pessoalmente e on-line em grupos fechados no mundo inteiro. “Era uma quadrilha extremamente organizada para causar intenso sofrimento a esses animais”, frisou o delegado.rnEm São Paulo, a Polícia Civil apreendeu R$ 47 mil no local do evento. Porém, ainda não se sabe o montante movimentado pela quadrilha. O valor de alguns cães encontrados foi estimado em R$ 200 mil. Cães que morriam durante os duelos chegavam a ser assados e servidos ao público. “Parecia um ritual macabro”, concluiu Laiola. Os presos devem responder pelos crimes de formação de quadrilha, maus-tratos contra animais e jogo de azar.rn rnrn

Fonte: Folha de Londrina

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