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Base mantida, defesa em baixa: o legado deixado por Autuori a Baptista no Atlético-PR

Agora a missão está nas mãos de Eduardo Baptista. Depois de um ano e três meses, a prancheta do Atlético-PR passou de Paulo Autuori para o novo treinador. confirmado como novo comandante, Baptista encontra um Furacão vivendo altos e baixos. Entre os bons frutos que podem ser elencados estão a campanha fora de casa, antiga pedra no sapato da equipe em 2016, a base do time mantida para a nova temporada e o perfil semelhante ao de Autuori. Por outro lado, Baptista terá pela frente desafios como resolver os problemas do sistema defensivo e a falta de poderio no ataque.rnrnNo domingo, Baptista estreia no comando do Furacão diante do Flamengo, às 16h (horário de Brasília), na Arena da Baixada, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Na próxima quarta-feira, o Rubro-Negro recebe o Santa Cruz pelo jogo de volta das oitavas de final. No primeiro duelo, as equipes ficaram no 0 a 0 em Recife. Na Libertadores, o time só volta a campo na primeira semana de julho, pelas oitavas de final do torneio.rnrnrnO GloboEsporte.com ouviu o blogueiro Ayrton Baptista Junior, dp blog Boleiros e Barangas, e o comentarista Guilherme de Paula, da rádio Transamérica, que apontam os aspectos positivos e negativos que Baptista recebe no Furacão:rnrnrnrn Pontos positivosrnrnrnrnCampanha fora de casarnrnrnAyrton Baptista Junior: “Na Libertadores, o Atlético-PR voltou a ser competitivo fora de casa, o que não aconteceu em 2016. E, em alguns casos, se impôs já no início, como na vitória sobre o San Lorenzo, com gol de Lucho González aos três minutos. Por outro lado, o time que era quase imbatível em casa começou a perder jogos na Arena. Aí, porém, o problema não é o local, mas a marcação que tem falhado em quase todos os campos”.rnrnrnBase de 2016 reforçadarnrnrnGuilherme de Paula: “Na teoria, o Atlético-PR tem potencial para fazer um time melhor do que o do ano passado. Manteve a base e reforçou o setor mais frágil, que era o ataque. O grande desafio do Eduardo Baptista é transformar um elenco com mais nomes em um time confiável”.rnrnrnConvergências de conceitosrnrnrnGuilherme de Paula: “Eduardo Baptista pensa futebol na mesma linha que o Atlético-PR pretende como o seu modelo. Esquema tático, conceitos defensivos e ofensivos utilizados pelo novo técnico são os mesmos que o clube trabalha desde a categoria de base. A convergência de ideias facilita na remontagem de um time, mesmo que o período de treinos seja pequeno”.rnrnrnrn Pontos negativosrnrnrnrnDefesarnrnrnGuilherme de Paula: “O Atlético-PR é um time muito previsível, os períodos longos de posse de bola não servem como instrumento para desorganizar as defesas adversárias. Quem joga como 9 do Atlético sofre pela falta de oportunidades geradas pelo time. Eduardo Baptista precisa tornar a posse de bola em algo útil”.rnrnrnMeio-campornrnrnAyrton Baptista Junior: “Sem Hernani, acabou o equilíbrio no meio-campo. Depois que o volante foi para a Rússia, o Atlético-PR perdeu um bom cobrador de falta, um forte chute de longa distância e um volante com ótimo equilíbrio entre a defesa e o ataque. Sem Hernani, o Atlético continua tendo boa técnica no meio-campo, mas falta conjunto, o que implica na fácil perda de bola e, consequentemente, no contra-ataque. Sem a sintonia no meio-campo, ou o ataque se vira com arranques como aquele do Douglas Coutinho em Santiago ou desaparece”.rnrnrnAtaquernrnrnAyrton Baptista Junior: “Entre os atacantes utilizados este ano, nenhum é intocável. Se a bola não chega, não convém recuar para buscá-la? O contestado Grafite até fez isto no primeiro tempo em Recife, mas não é a regra. No ano passado, discutia-se: Walter ou André Lima? Agora, não existe nenhuma dúvida deste tipo. Guilherme pode ser a mobilidade, o parceiro que Pablo precisa”.rnrnrnLateral-esquerdarnrnrnAyrton Baptista Junior: “Como lateral, Sidcley é o prato preferido dos adversários que forçam a trama no lado esquerdo atleticano. Ficou claro em Recife e em Santiago que Sidcley é mais útil quando se infiltra como meia e até no ataque. Tática, aliás, que o lateral bem desempenhou em 2015, com o técnico Milton Mendes”.rnrnrnForça MentalrnrnrnGuilherme de Paula: “Incrível como o Atlético-PR oscilou neste aspecto. Os jogos na Arena mostraram um elenco frágil nesse sentido, um gol bastou para desmontar o time emocionalmente contra Coritiba, San Lorenzo e Grêmio. A épica classificação no Chile mostrou uma referência de mentalidade vencedora”.rnrnrnrnAtlético-PR vem de três derrotas consecutivas na Arena da Baixada (Foto: Agência Estado)rnrn

Fonte: Globo Esporte

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