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Bope inicia negociação com presos rebelados em presídio de Guarapuava

Agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar (PM), iniciaram as negociações com presos rebelados da Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), no Centro-Sul do Paraná, por volta das 17 horas. Os detentos estão rebelados desde as 11h30 desta segunda-feira (13). De acordo com a vice-presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Petruska Niclevisk Sviercoski, 12 agentes penitenciários são mantidos reféns e toda a penitenciária é controlada pelos presos rebelados. Durante a negociação, pelo menos três reféns foram jogados do telhado da unidade de mãos amarradas. Todos sofreram ferimentos leves e passam bem, já que a altura da unidade é baixa. Presos exigem um celular com bateria para que nenhum refém seja feridornrnOs presos envolvidos no motim também ameaçaram atear fogo no pavilhão se a PM não entregasse um celular e um carregador em até 10 minutos, a contar a partir das 15h55, aproximadamente. O prazo expirou, mas os detentos ainda aguardavam os itens requisitados. Além disso, eles também pediram a presença do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Paraná (OAB-PR) e contato com o governador do estado.rnEles mantêm os detentos que cumprem pena por crimes sexuais amarrados, e seminus, no telhado da penitenciária. No topo do prédio eles também hastearam a bandeira do Paraná, a do Brasil e uma faixa com os dizeres “Pedimos força dos irmãos”. Ainda não é possível confirmar quantos presos estão sendo mantidos reféns pelos comandantes do motim porque outra parte dos detentos prefere não participar da rebelião, como informa a Secretaria Estadual da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju).rnSegundo o Mapa Carcerário da Seju, a PIG abriga 239 presos e é considerada uma unidade modelo, onde os detentos podem estudar e trabalhar no local. Ainda de acordo com a Seju, cerca de 40 presos comandam a rebelião e o motim começou quando eles se deslocavam para o canteiro de trabalho, dentro da própria unidade, na manhã desta segunda, e aproveitaram a oportunidade para render os agentes.rnExigênciasrnCezinando Paredes, diretor do Departamento de Execução Penal do Estado do Paraná (Depen), informa que o grupo não tem reivindicações. “Agora os principais responsáveis pelo motim estão preparando uma lista de exigências para negociar com o Bope”, explica Paredes.rnDe acordo com Petruska, uma das possíveis exigências é de que os presos por crimes sexuais sejam transferidos do complexo. Ela informou ainda que um dos agentes ficou ferido, sem gravidade, e já recebe cuidados médicos.rnO presidente do Sindarspen, Antony Johnson, afirmou que a categoria está indignada com a 21ª rebelião de presos no estado desde dezembro de 2013.rn“Essa onda de rebeliões já fez 31 agentes reféns em menos de um ano, mas a resposta do governo não é satisfatória, com pouco investimento e contratação de agentes. Nós íamos entrar em greve no dia 29 de setembro, mas o governo estadual conseguiu uma liminar impedindo a paralisação”, disse.rnNa parte de fora da penitenciária, a PM não passa mais informações sobre o motim, já que a negociação com o Bope seguirá somente às determinações da Seju.rnRebelião em Guarapuava é a 21ª do ano; veja lista das outras 20rn5 de janeiro de 2014 – Dezoito presos se amotinaram na enitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara. Durante uma hora eles negociaram transferência para o interior do estado. Um agente foi mantido refém pelos presos.rn09 de janeiro de 2014 – Um agente penitenciáro foi mantido refém por presos da Penitenciária Estadual de Piraquara II (PEP II), na Região Metropolitana de Curitiba. Os presos pediam transferência para penitenciárias de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná.rn15 de janeiro de 2014 – Após três horas de motim, presas do Centro de Regime Semiaberto Feminino (Craf) de Curitiba libertaram duas agentes penitenciárias que foram feitas reféns. As detentas pediam melhorias em higiene e limpeza, além de tratamento semelhante ao que ocorre na Colônia Penal Agrícola (CPA), em Piraquara.rn16 de janeiro de 2014 – Um agente penitenciário foi mantido refém durante 16 horas na PCE, em Piraquara. Os presos pediam transferências para Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu.rn10 de fevereiro de 2014 – Vinte e quatro presos, que pediam transferência para outros presídios do estado, mantiveram um agente penitenciário como refém na PEP II. O agente foi libertado após cinco horas de negociações.rn06 de março de 2014 – Presos que reivindicavam transferências para Londrina e Francisco Beltrãomantiveram por 15 horas dois agentes penitenciários como reféns na PEP I. As negociações duraram poucas horas, mas os presos se recusaram a viajar de noite, o que fez com que o motim terminasse somente após 15 horas.rn10 de março de 2014 – Na PEP II, durante quatro horas um agente penitenciário ficou nas mãos de seis presos que pediam transferências para Guarapuava. Os presos foram transferidos e o agente liberado após negociação.rn19 de março de 2014 – Dois agentes carcerários que escoltavam presos foram denominados pelos detentos na PEP I. Os presos libertaram os agentes após conseguirem transferência para cidades de origem. Foram 15 horas de negociação.rn19 de março de 2014 – Também na PEP I, durante uma hora um agente foi dominado por presos que pediram transferência para Maringá, no Noroeste do Paraná.rn16 de abril de 2014 – No Presídio Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, foram oito horas de negociação até que os detentos libertaram um agente penitenciário. Os motivos da rebelião não foram informados, mas o presídio sofre com falta de vagas.rn01 de maio de 2014 – Em Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro, presos da Cadeia Pública do Município se rebelaram e pediram transferência. Alguns deles foram colocados em liberdade, pois já haviam cumprido pena.rn14 de julho de 2014 – Três agentes carcerários foram feitos reféns na cadeia pública de Telêmaco Borba. O motim durou cerca de 17 horas. Antes do motim, houve tentativa de fuga.rn17 de julho de 2014 – Por 16 horas, presos da PEP II realizaram um motim. Quatro presos pediam transferência para Londrina. Um agente na penitenciária foi mantido sob domínio dos presos.rn22 de julho de 2014 – Quatro presos se rebelaram e mantiveram um agente refém na PCE. Eles pediam transferência para outras unidades prisionais do Complexo Penitenciário de Piraquara (CCP).rn22 de julho de 2014 – Na Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu I (PEF I), no Oeste do Paraná, dois agentes foram mantidos sob o domínio de 16 presos por seis horas. A exigência também era de transferência para outras unidades prisionais do estado.rn24 de agosto – Na Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC), dois agentes penitenciários foram mantidos reféns por cerca de 45 horas. Cinco pessoas morreram no motim e outras 25 ficaram feridas no motim mais violento do Paraná dos últimos quatro anos.rn9 de setembro – três agentes penitenciários foram mantidos como reféns por um grupo de 14 presos na cadeira pública de Guarapuava, na região Centro-Sul do Paraná. Os detidos concordaram em liberar os funcionários da prisão depois de acertar a transferência de 74 presos para outras penitenciárias do estado. O motim terminou sem feridos nem mortos.rn10 de setembro – 77 presos foram transferidos da Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (PECO), no Noroeste do Paraná, depois de um motim de 18 horas. Foram 13 reféns, sendo 12 presos e um agente penitenciário.rn12 de setembro – presos do bloco 3 da Penitenciária Estadual de Piraquara II (PEP II), na Região Metropolitana de Curitiba, mantiveram dois agentes penitenciários reféns ppor 25 horas. Após o acerto de transferências, agentes e presos que também eram mantidos reféns foram liberados e ninguém ficou ferido.rnrn16 de setembro – um segundo motim ocorreu em um intervalo de menos de uma semana na Penitenciária Estadual de Piraquara II (PEP II). Dois agentes penitenciários foram feitos reféns durante mais de 30 horas, período em que a rebelião perdurou. O principal motivo da revolta era o medo que os presos rebelados têm de detentos de uma facção rival. Ninguém ficou ferido.rnrnrnrn rn

Fonte: Gazeta do Povo

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