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Casos de câncer entre mulheres deve registrar queda no Paraná em 2018

O Paraná deve registrar em 2018 uma queda de 6% nas ocorrências de novos casos de câncer entre mulheres. De acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), o estado deverá registrar 18.750 casos de neoplasias entre elas, com redução de 6% na comparação com 2017, quando haviam sido registrados 19.950 casos.rnAinda segundo o Inca, três tipos de câncer – o de mama, ovário e colo de útero – serão responsáveis por mais de 4.930 novos registros de neoplasias nas mulheres, sendo o câncer de mama o segundo que mais atinge a população feminina, com estimativa de 3.730 novos casos neste ano – número que se mantém estável em relação a 2017, ao passo que os casos de câncer no ovário e no colo de útero deverão ter aumento de 11,8% e queda de 4,7%, respectivamente, com 380 e 820 ocorrências.rnAssim, o Paraná destoa do cenário nacional, uma vez que a expectativa do Inca para o Brasil é de aumento nos casos de câncer entre mulheres – haviam sido 300.870 novos casos em 2017, devendo alcançar 310.300 diagnósticos em 2018, com variação de 3,1%. Apenas no caso do câncer de mama são estimados 59.700 novos casosrn“Embora o crescimento de casos não seja algo assustador, estamos falando de mais de 90 mil mulheres que terão o diagnóstico de câncer em apenas três casos: mama, intestino ou colo uterino em 2018. Isso já é considerado um número exorbitante e é fundamental reduzi-los”, alerta Elge Werneck Júnior, oncologista do Instituto de Hematologia e Oncologia Curitiba (IHOC)/Grupo Oncoclínicas.rnAinda segundo o médico, não é possível definir uma única causa para os casos de câncer serem tão frequentes. Contudo, destaca que os hábitos da vida contemporânea ajudam a contribuir para o surgimento de variados tipos de neoplasias. rn“Não há dúvidas de que os hábitos de vida atuais, em que prevalece o sedentarismo, dietas ricas em gorduras e pobres em alimentos naturais e fibras, tabagismo, entre outros, refletem os números encontrados”, afirma Elge Werneck Júnior. “O envelhecimento da população também pode contribuir para esses números, já que a medida em que se envelhece, o risco de alguma célula sofrer transformação e dar origem ao câncer aumenta”, acrescenta.rnDiagnóstico precoce é o grande aliado para evitar mortesrnO diagnóstico precoce é um grande aliado para evitar a mortalidade. “Nos três tipos de câncer mais comum nas mulheres, a taxa cura é bem alta quando é realizado um tratamento precoce. Nos cânceres de mama e colo de útero, as taxas de cura podem superar 90%. Já no câncer do intestino, a cura chega a 80%. Se o tratamento começa ser feito em um estágio mais avançado, as chances de curar a doença são bem remotas”, revela Elge Werneck Júnior. O tratamento para o câncer é individualizado e de acordo com as condições clínicas da paciente. Mas, com o avanço da medicina, as cirurgias são cada vez menos agressivas, as radioterapias mais direcionadas e com menor toxicidade e as quimioterapias mais eficazes e guiadas por características específicas da paciente e da doença. “Além disso, terapias como a imunoterapia e medicamentos mais modernos também já estão começando a oferecer novas opções terapêuticas aos pacientes”, declara.rnCasos estimados de câncer no Paranárnrn2018rnHomens 24.830 rnMulheres 18.750 rnTotal 43.580rnrn2017rnHomens 25.350 rnMulheres 19.950 rnrnTotal 45.300 

Fonte: Rodolfo Luis Kowalski – bem paraná

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